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Política
NOTÍCIA

Maia Jr. afirma que o Ceará está na "terceira onda de desenvolvimento" durante gestão Camilo

Apesar de considerar que a gestão Camilo Santana (PT) esteja provocando a terceira onda de desenvolvimento no Estado, Maia Jr. revela que ainda não tem a garantia de que continuará na Seplag durante o novo mandato

23:22 | 22/10/2018
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O titular da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), Maia Júnior (PSDB), em entrevista ao O POVO nesta segunda-feira, 22, falou sobre a situação fiscal do Estado, que, segundo ele, tem uma das melhores taxas de investimento no Brasil, junto à Bahia e ao Pará. Segundo ele, apesar de considerar que a gestão Camilo Santana (PT) esteja provocando a terceira onda de desenvolvimento no Estado, ainda não tem a garantia de que continuará na Seplag durante o novo mandato.
  
Você pode assistir à entrevista na íntegra no vídeo abaixo 
  
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Maia Júnior acredita que a dependência que o Ceará tem do Estado Federal é básica. "A dependência é algo constitucional, uma dependência obrigatória. Independente de quem seja o presidente, as transferências constitucionais, que é o FPE, arrecadando, tem um sistema de repartição pra estados e municípios que o Governo Federal, independente de quem esteja no poder, tem que cumprir". 
 
Ele também justifica o atraso de algumas obras do Governo com a diminuição dos valores repassado ao Estado, causada pela crise fiscal. "No Ceará nós temos a Transnordestina, sem uma equação de continuidade, nós temos alguns açudes com andamento lento. (...) Essas obras poderiam ter sido concluídas a muito mais tempo se a situação de disponibilidade financeira do Governo Federal fosse melhor".
 
"Eu já coloquei isso de forma clara: tenho compromisso com o governador Camilo até 31 de dezembro. (...) Temos que dar a ele um tempo para avaliar suas equipes, os perfis dessas pessoas, o que ele quer compor no governo. Uma coisa eu garanto a vocês, eu vou ajudar o governador Camilo a terminar esse ano com toda certeza. O compromisso que celebrei com ele, eu mantive. Mesmo que tivesse um custo político pra mim, pois tive que fazer a opção de pedir licença do PSDB para servir ao governador Camilo".
 
Argumentou também que acha importante que, independente do partido, depois do processo eleitoral bons quadros sejam formados para servir ao Estado, como foi seu caso, já que atendeu a um convite de Camilo Santana para fazer parte de seu governo, mesmo com a diferença partidária, já que o governador é do PT, principal adversário do PSDB. "Era uma coisa que o Tasso (Jereissati) me dizia: 'Ponha sempre o Ceará em primeiro lugar e se sinta honrado sempre que um convite dessa natureza for feito a você'. É uma honra para qualquer servidor, servir ao seu estado".
 
A decisão de continuar no governo durante o segundo mandato, para ele, será decidido após deliberar sobre a vida pessoal e trabalho como conselheiro de administração em duas empresas privadas. 
 
"Uma coisa fica certa, eu tenho pelo Camilo o maior dos respeitos, torço por ele para fazer um bom governo e acho que o Ceará vive um momento de uma inflexão na sua história. Talvez a terceira. Teve a primeira onda de desenvolvimento que foi liderada pelo governador Virgílio Távora (1962-1966), teve esse ciclo virtuoso que chega num nível já de fadiga que a gente pode colocar como liderado pelo governador Tasso Jereissati, hoje Senador da República, e essa terceira onda, que se projeta com esses hubs, com essas condições criadas pela educação e pela melhoria do capital humano, para que o Ceará dê um salto muito grande na sua economia. Estamos criando as condições para uma grande virada no estado do Ceará. Mas, para isso, precisa de harmonia, precisa se manter essa unidade dentro do estado do Ceará, precisa de governabilidade que o governador Camilo conquistou nesses quatro anos que, como ele mesmo colocou, não foram anos fáceis".  
 
Para ele, entre os méritos do bom governo de Camilo, estão as dificuldades que ele encontrou durante o mandato e conseguiu contornar, como as adversidades políticas, seis anos de seca, a maior crise econômica da história, o fato de que muitos investidores estiveram aguardando momentos mais confiáveis. "A gente não sabe como essa economia vai responder. Muitos analistas dizem que a eleição simples de um Presidente da República faz uma retomada de crescimento. A gente sabe que tem um dever de casa e esse não será um dever de casa de colírios bons nos olhos", concluiu ele. 
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