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Política

De Dom Pedro I a João Dória: os escândalos sexuais na política brasileira

Casos amorosos fora do casamento, grampos telefônicos e fotos sem calcinha antecedem desde o Império o polêmico vídeo em que o candidato ao governo de São Paulo supostamente aparece

22:05 | 24/10/2018
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O vídeo em que supostamente o candidato ao governo de São Paulo aparece em uma cama pelado junto de cinco mulheres repercutiu nas redes sociais nessa terça-feira, 23, chegando em pouco tempo aos trending topics do Twitter. Nas vésperas do segundo turno, no próximo domingo, 28, o vídeo abalou João Dória em plena campanha. Ele negou a participação e disse que as imagens eram falsas, feitas por seu adversário, Márcio França, para prejudicá-lo.
 
Esse não é o primeiro nem provavelmente o último caso em que política e sexo se entrelaçam e estampam juntos manchetes de jornais. Escândalos sexuais envolvendo pessoas ligadas à política existem no Brasil desde o Império, com casos amorosos fora do casamento, grampos telefônicos e mesmo fotos sem calcinha.
 
Quando Brasil ainda nem era república, Dom Pedro I já chocava ao assumir um romance com Domitilia de Castro, feita Marquesa de Santos, após a morte da imperatriz Leopoldina. A corte não aceitou bem a tentativa de Pedro I em torná-la sua esposa por ela não ter sangue nobre. Durante as histórias, várias outras figuras da política brasileira, como Washington Luiz, Juscelino Kubitschek e Itamar Franco, também se envolveram em escândalos do tipo. Parte da pesquisa foi feita por Fred Souza, do O POVO Dados.
 
Escândalos sexuais na política ao longo da história
 
Dom Pedro I
O imperador Dom Pedro I mal esperou a morte da imperatriz Leopoldina e quis assumir perante à sociedade seu romance com Domitilia de Castro, feita Marquesa de Santos. O casamento não foi aceito por ela não ter sangue nobre.
 
Washington Luiz
O último presidente da República Velha do Brasil, Washington Luiz, não foi um marido fiel à sua primeira-dama, Sofia Pais de Barros. Ele chegou a ser alvo de um tiro motivado por ciúmes disparado por sua amante, a italiana Elvira Vishi Maurich, 31 anos mais nova que ele. O caso, à época, foi abafado como uma crise de apendicite. A amante suicidou-se quatro dias após o tiro.
 
Getúlio Vargas 
Em seus diários, o ex-presidente Getúlio Vargas contou de vários de seus casos amorosos. O mais famoso foi com a vedete Virgínia Lane. Entre abril de 1937 e maio de 1938, ele escreveu sobre um romance não identificado fora de seu casamento: “Terminado o expediente saí à tardinha para um encontro longamente desejado. Um homem no declínio da vida sente-se, num acontecimento destes, como banhado por um raio de sol, despertando energias novas e uma confiança maior para enfrentar o que está por vir”.
 
Juscelino Kubitschek 
O também ex-presidente Juscelino Kubitschek manteve um relacionamento de quase duas décadas com Maria Lúcia Pedroso. Sua esposa, Sarah Kubitschek, chegou a proibí-lo de viajar para o Rio de Janeiro, onde a amante morava. Juscelino morreu em um acidente de carro, na Via Dutra, a caminho do Rio, em 1976. Para a família, havia dito que iria para Brasília, de avião.
 
Fernando Collor de Mello
Apesar de casado com Lilibeth Monteiro, o ex-presidente Fernando Collor de Mello teve um filho com a ex-amante Jucineide Brás da Silva em 1980. Ele se tornou vereador de Rio Largo, município da Região Metropolitana de Maceió.
 
Fernando Henrique Cardoso
Em abril de 2000, a imprensa acusou o ex-presidente FHC de ter um filho com a jornalista Miriam Dutra fora de seu casamento. Em 2009, Fernando Henrique reconheceu juridicamente Tomás  Dutra Schmidt, nascido em setembro de 1991, como seu filho. Em 2011, foram realizados dois testes de DNA que revelaram que Tomás não era seu filho biológico, mas ele manteve o reconhecimento da paternidade. 
 
Zélia Cardoso
A então ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello virou manchete nos jornais em 1990 por um suposto romance com o então ministro da Justiça, Bernardo Cabral, que era casado. A especulação sobre o envolvimento amoroso dos dois ganhou a mídia. Bilhetes trocados pelo casal em que Cabral chamava a saia de Zélia de “deliciosa” e os encontros constrangidos entre os dois durante o exercício do trabalho viraram notícia.
 
Itamar Franco
O ex-presidente Itamar Franco apareceu no camarote do sambódromo da Sapucaí em 1994 de mãos dadas e dedos entrelaçados com a modelo e atriz Lilian Ramos. O detalhe é que ela, que havia acabado de desfilar com seios à mostra, foi ao encontro do presidente apenas de blusa e sem calcinha. Ao levantar os braços, a modelo posou ao lado do político seminua para dezenas de fotógrafos de todo o País.
 
Antônio Carlos Magalhães
Três vezes governador da Bahia e no segundo mandato de senador, Antônio Carlos Magalhães se envolveu em um escândalo em fevereiro de 2003 ao ser acusado de implantar 232 grampos telefônicos na Bahia utilizando-se da Secretaria da Segurança Pública da Bahia. Um dos alvos era uma ex-amante 45 anos mais nova que ele, a advogada Adriana Barreto. 
 
Celso Pitta
Um grande esquema de corrupção supostamente armado pelo ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, foi exibido à imprensa por sua ex-esposa Nicéa Camargo durante o processo de separação do casal. Segundo ela, a inércia do prefeito em enfrentar a corrupção foi o pivô da separação, apoiada pelos filhos do casal. A revelação destruiu a carreira política de Pitta, que concorreu a deputado federal em 2006 e não passou dos sete mil votos.
 
Renan Calheiros
O então presidente do Congresso Nacional Renan Calheiros entrou em uma polêmica em 2007 ao ter que se explicar sobre pagamentos de despesas da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. Com a situação, teve que pedir desculpas à família, inclusive a sua esposa, Verônica, que acompanhava tudo ao vivo. A jornalista ganhou com o caso, sendo capa da Playboy e lançando um livro sobre a traição.
 
Pesquisa histórica: Fred Souza

HELOISA VASCONCELOS

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