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Política
NOTÍCIA

Conheça as propostas de Haddad e Bolsonaro para a Segurança Pública

Haddad pretende o "combate implacável ao tráfico de armas e drogas". Bolsonaro quer enfrentar o crime por meio da reformulação do estatuto do desarmamento

15:19 | 23/10/2018
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[FOTO1]A área em que as propostas dos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) mais se diferem é a de Segurança Pública. Enquanto Bolsonaro apoia mudanças como a redução da maioridade penal e a liberação do porte de armas, Haddad defende o combate ao tráfico de armas e acredita na redução da criminalidade por meio da integração de ações de saúde e educação em áreas de maior vulnerabilidade social.
 
[SAIBAMAIS]As 61 páginas do plano de governo de Haddad e as 81 de Bolsonaro foram analisadas pelo O POVO Online e as propostas foram separadas entre áreas. Até o dia das eleições no segundo turno, domingo, 28, serão publicadas matérias com os programas dos candidatos para os temas SaúdeEducação; Assistência social, Saneamento básico e Igualdade social; Combate à corrupção; Economia e Geração de trabalho; e Meio Ambiente. Alguns aspectos não foram tratados nos planos de governo dos dois candidatos, mas foram citados em entrevistas ou declarações durante a campanha. As propostas para a Cultura foram tema de reportagem do Vida&Arte desta segunda-feira, 22.
 
Confira as propostas
 
Bolsonaro
- Investir fortemente em equipamentos, tecnologia, inteligência e capacidade investigativa das forças policiais.
- Acabar com a progressão de penas e as saídas temporárias dos presídios. “Prender e deixar preso!”.
- Reduzir a maioridade penal para 16 anos.
- Reformular o Estatuto do Desarmamento “para garantir o direito do cidadão à LEGÍTIMA DEFESA sua, de seus familiares, de sua propriedade e a de terceiros!”
- Dar aos policiais a certeza que, no exercício da atividade profissional, haverá uma proteção por retaguarda jurídica.
- Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas no território brasileiro.
- Retirar da Constituição qualquer relativização da propriedade privada, como exemplo nas restrições da EC/81.
- Redirecionar a política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência.
 
Haddad
- Priorizar o Plano Nacional de Redução de Homicídios, com políticas intersetoriais que deem qualidade aos serviços públicos nos territórios vulneráveis.
- Integrar as ações de saúde e educação na prevenção da violência e promover políticas sociais e de desenvolvimento nas comunidades criminalizadas. 
- Promover o combate implacável ao tráfico de armas e drogas, a lavagem de dinheiro e as movimentações financeiras do crime organizado.
- Aprimorar a política de controle de armas e munições, reforçando seu rastreamento, por meio de rigorosa marcação, nos termos do estatuto do desarmamento.
- Avançar no debate sobre a militarização das polícias, assegurando democratização, representação civil e processos internos mais justos, além da valorização do profissional da segurança e do fortalecimento da polícia científica. 
- Aplicar um sistema de inteligência fundado em alta tecnologia, monitoramento das fronteiras, qualificação dos profissionais de segurança e no combate implacável à tortura.
- Alterar a política de drogas para combater o poder local armado despótico exercido sobre territórios e comunidades vulneráveis.
- Criar um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais. 
- Corrigir o Sistema Único de Segurança Pública – SUSP para adequá-lo ao paradigma da segurança cidadã e de participação social. 
 
Redação O POVO Online 
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