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Política
NOTÍCIA

"Nossa campanha não negocia bandeiras", diz Boulos durante campanha em Fortaleza

Confiante, o candidato ao Governo do Ceará, Ailton Lopes (Psol), assegurou em comício que, mesmo com poucos dias para a eleição, ainda há tempo de "virar muitos votos"

20:46 | 22/09/2018
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O candidato à Presidência do Brasil, Guilherme Boulos (Psol), está em campanha por Fortaleza, neste sábado, 22. O presidenciável afirmou que sua candidatura “não abre mão de princípios” para viabilizar planos, em eventual governo. “Nossa campanha não negocia bandeiras.”
  
De legenda ligada às causas das minorias políticas, Boulos declarou irredutibilidade de negociar seus projetos. “Nós defendemos os direitos das mulheres e da população LGBT e não vamos negociar isso com nenhuma bancada conservadora e fundamentalista”, explicou.
  
Dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o candidato também afirmou que, por defender a reforma agrária, não abrirá negociações com empreiteiras, agronegócio, nem com ruralistas.
  [SAIBAMAIS]
Pregando ainda o voto ideológico no primeiro turno, ele enfatizou que esta é a hora de “plantar a semente das grandes causas”. “É momento de votar naquilo que você acredita”, complementou o presidenciável.
  
Comício
Em comício realizado na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica, na noite deste sábado, o candidato ao Governo estadual, Ailton Lopes (Psol), atacou Camilo Santana (PT), que tenta reeleição. Segundo o bancário, o governador mantém alianças no Ceará com os partidos que apoiam o PSDB nacionalmente.
  
“Os mesmos aliados do PSDB em nível nacional estão apoiando, aqui, Camilo Santana. Estão alinhados com o fundamentalismo”, enfatizou Ailton. Seguindo o mesmo discurso, o deputado estadual Renato Roseno, do mesmo partido, delineou condutas da sigla.
  
“Nós não somos uma esquerda que aperta a mão de qualquer um. Somos a esquerda que só aperta mão de lutadores e lutadoras”, declarou o parlamentar, que busca reeleição à Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE).
  
Ainda de acordo com Ailton, o Psol e sua militância vão trabalhar para que ele consiga aparecer no segundo turno, mesmo com poucos dias até a eleição. “Só temos duas semanas, mas nelas podemos virar muitos votos e conversar com muita gente que não está disposta a se submeter ao conchavo, ao aliancismo e ao pragmatismo”, disse, se colocando à frente da “luta contra o fascismo”.
  
O fascismo não se derrotará na eleição, mas na luta com determinação, disposição e firmeza do nosso povo”, complementou.
 
Com informações de Henrique Araújo
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