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Política
NOTÍCIA

Grupo "Mulheres unidas contra Bolsonaro" é alvo de hackers e tem nome mudado

Capturas de tela que circulam nas redes sociais mostram que o nome da página foi alterado para "Mulheres com Bolsonaro #17"

11:48 | 16/09/2018
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[FOTO1]O grupo do Facebook "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro", que alcançou mais de 2,3 milhões de membros, foi hackeado e passou a exibir mensagens de apoio ao presidenciável do PSL. Uma baiana, que é uma das criadoras e administradoras do grupo, teve seu Facebook hackeado e registrou o caso na 1ª Delegacia (Barris) neste sábado (15).
 
O grupo teve o nome alterado para "Mulheres Com Bolsonaro #17" e a administração foi substituída para homens. Após denúncias, o grupo foi retirado do ar pelo Facebook e será devolvido posteriormente às administradoras.
 
 

De acordo com boletim registrado pela baiana, além de seu Facebook, seu WhatsApp e sua linha telefônica também foram sequestrados digitalmente. Os invasores ainda teriam agredido verbalmente seus clientes. 
 

[SAIBAMAIS]"Todas as providencias jurídicas estão sendo tomadas para que os responsáveis por invadir as contas e comunicações pessoais das administradoras, sejam identificados e punidos de acordo com a lei", disse a baiana em um comunicado oficial publicado em sua conta, após conseguir rever seus dados. 
 

Durante o ataque, os responsáveis postaram mensagens ofensivas contra as mais de 2 milhões de participantes. "Esquerdistas de merda", disseram.
 

A capa do grupo chegou a ser assinada pela dupla "Eduardo Shinok e Felipe Shinok", que podem ser autores da invasão. 
 

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o caso será investigado pela Polícia Civil através do Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos. Ainda não há informações sobre a autoria do ataque.
 

Em nota enviada ao CORREIO, o Facebook informou que o grupo foi removido temporariamente. "O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras" , afirmou a rede social, em nota. 
 
Júlia Vigné 
Via Rede Nordeste 
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