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Política
NOTÍCIA

"Nossa polícia não estava preparada", diz Ciro em relação às facções no Ceará

O presidenciável afirmou também que pretende convocar forças nacionais para combater facções e ironizou: "GDE é a facção dos abestados"

Wanderson Trindade
21:59 | 27/08/2018
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[FOTO1]Candidato à presidência do Brasil pelo PDT, Ciro Gomes afirmou que “não há propriamente um erro” na política de segurança pública do Ceará. Durante sabatina no Jornal Nacional nesta segunda-feira, 27, o presidenciável defendeu as medidas adotadas pelo governo de seu irmão Cid Gomes e chegou a declarar que uma das facções do Estado é formada por “abestados”.
  
Questionado sobre o aumento da violência urbana no Ceará durante o governo Cid (2007 a 2015), o candidato foi incisivo. “Não há propriamente um erro. O problema é que neste tempo chegaram as facções".
  
Ele justificou que o Estado virou “eixo de saída de drogas”, tornando-se alvo de grupos criminosos, cujas origens remontam ao Rio de Janeiro e São Paulo. Renata Vasconcellos, que apresenta o JN com William Bonner, chegou a afirmar que uma das facções de maior atuação em terras cearenses foi criada no próprio Estado.
  
“Mas todo o investimento em aparato policial foi feito. O susto é que nossa polícia não estava preparada”, declarou Ciro. O candidato explicou ainda que “a tradição” no Ceará para políticas de segurança é a melhoria no “aparato policial”. “Mas a questão da violência não é de responsabilidade apenas do governo estadual”, completou. 
  [SAIBAMAIS]
Ciro disse que pretende convocar apoio de “metade” da Polícia Federal, “que hoje trabalha sentada grampeando papel”, acrescentou, assim como já fez em outras entrevistas.
  
Ele explicou que a facção “GDE (Guardiões do Estado) é cria do PCC (Primeiro Comando da Capital)” e ironizou: “GDE é a facção dos abestados”. “Nela tem um ‘bocado’ de jovens de 19, 20 anos perdendo a vida para atender aos comandos do PCC”, alegou.
  
Aparentemente irritado com a bancada de entrevistadores devido interrupções de sua fala, Ciro deixou escapar algumas "agulhadas". Quando Renata  pediu ao candidato que apresentasse suas propostas para a área, ele foi enfático: "Se você deixar, eu proponho”.
  
Outra mais forte, veio após a apresentadora dizer que "o problema da federalização das polícias é que ela nunca saiu do papel", vide governos anteriores. “Eu nunca fui presidente. Mas você vai ver quando for comigo”, rebateu o pedetista.

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