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Política
Eleições 2018

Cinco motivos que podem impedir Bolsonaro de ser o próximo presidente do Brasil

O POVO Online lista polêmicas e outros obstáculos a serem enfrentados pelo pré-candidato se quiser chegar ao Palácio do Planalto

09:24 | 20/06/2018
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 
Um dos mais rejeitados atuais pré-candidatos à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL) acumula polêmicas que podem afastá-lo da vitória nas eleições. Com conduta agressiva em discussões e postura conservadora, o político ganhou projeção nacional devido às opiniões controversas. Apesar das críticas, Bolsonaro lidera as pesquisas de intenções de votos em cenários onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é considerado candidato. 
O POVO Online lista motivos que podem impedir o deputado federal de chegar ao Palácio do Planalto. 
 
Polêmicas
Bolsonaro já foi acusado de ser homofóbico, machista e defensor da ditadura, por exemplo. Numa das últimas controvérsias, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, disse que usava o dinheiro do auxílio-moradia da Câmara dos Deputados para "comer gente". À época, a reportagem questionava o parlamentar sobre o enriquecimento rápido dele e de familiares. A família tinha 13 imóveis com valor de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em locais altamente valorizados do Rio de Janeiro. As principais aquisições foram feitas nos últimos dez anos, período no qual Jair e seus filhos, Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, se dedicaram apenas à política.
 
Em outubro do ano passado, o deputado foi condenado após afirmar que “quilombolas não servem nem para procriar”. “Fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”, disse ainda.
 
Ele também já foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por ofender a deputada Maria do Rosário (PT). Ele disse que a petista não mereceria ser estuprada por ser “muito feia”, não fazendo seu “tipo”.
 
Bolsonaro foi condenado ainda a pagar multa de R$ 150 mil por dano moral coletivo devido às declarações homofóbicas em um programa de televisão, em 2011. Ele falou ao extinto programa CQC, da TV Bandeirantes, em 2011, que nunca passou pela cabeça ter um filho gay porque seus filhos tiveram “uma boa educação”. “Não corro esse risco”, afirmou o deputado.  
 
Durante a sessão de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), exaltou o coronel, condenado por tortura durante a ditadura militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Para o parlamentar, o algoz é “herói nacional”.
 
Alta rejeição
O comportamento polêmico e agressivo do deputado federal dá a ele eleitores fiéis, que o apoiam em meios às polêmicas. Contudo, entre aqueles que não pensam como o pré-candidato, Bolsonaro reúne a terceira maior parcela de rejeição. À frente dele estão Fernando Collor de Mello (PTC), ex-presidente impeachmado, e Lula (PT), atualmente preso em Curitiba, no Paraná. A postura polarizada de Bolsonaro dificulta, por exemplo, que ele agregue votos de outros candidatos e faça aumentar o percentual que tem até agora, ou mesmo no segundo turno, por exemplo.
 
Falta de estrutura partidária e capacidade intelectual
Membro do Partido Social Cristão (PSL), Bolsonaro está em uma das menores bancadas da Câmara dos Deputados. A pouca expressividade parlamentar, somada às opiniões controversas do político, devem afastá-lo de alguns palanques. A verba pública destinada para financiar a campanha também é definida de acordo com o tamanho das legendas. No caso dele, a fatia que irá receber para a campanha deve ser menor que a dos principais adversários. O parlamentar também tem dificuldades em tratar de determinados temas, vivendo momentos de constrangimento quando colocado diante de assuntos complexos, como economia. Para evitar outros desgastes do tipo, tem evitado participar de debates com os demais pré-candidatos.
 
Falta de alianças
Assim como Marina Silva (Rede), Bolsonaro concorre às eleições em partido pequeno. Além de ter pouca capilaridade, tais siglas costumam ter tempo reduzido na propaganda eleitoral, já que o período para falar com os eleitores é definido proporcionalmente ao número de parlamentares. Uma saída para o pré-candidato seria firmar alianças com outras siglas. Contudo, tais acordos, no geral, são firmados por candidatos alocados em partidos maiores. Segundo o deputado, até meados de junho, nenhum partido o procurou em busca de aliança.
 
Nenhuma experiência no Executivo
Bolsonaro iniciou a carreira política em 1988, quando foi eleito vereador do Rio de Janeiro. No segundo ano na Câmara, disputou e venceu as eleições para deputado federal, cargo que ocupa até hoje, após seis reeleições. Contudo, nunca o parlamentar ocupou cargos eletivos no Executivo. 
 
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IGOR CAVALCANTE