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Política
Confusão na Assembleia

Capitão Wagner e Evandro Leitão discutem em sessão plenária e trocam ofensas; ouça

21:40 | 15/05/2018
 
Na sessão plenária que ocorreu nesta terça-feira, 15, na Assembleia Legislativa, os deputados Capitão Wagner (PROS) e Evandro Leitão (PDT) discutiram e trocaram ofensas.
 
Capitão Wagner afirmou que o Estado não tem controle no combate à violência. Para o parlamentar, "é lamentável que facções e criminosos sigam mandando no Ceará sem que as autoridades tomem alguma providência efetiva.
 
Após o pronunciamento, deputados da base do governo, incluindo Evandro Leitão, passaram a defender ações do governador Camilo Santana, condenando a fala do Capitão. Neste intervalo, esvaziaram a sessão.
 
Capitão Wagner, então, pediu a palavra e afirmou: "eu confio tanto na Polícia Militar e na Polícia Civíl do Estado do Ceará que eu pedi aqui a abertura da CPI do Narcotráfico. Agora quem tá dizendo que confia, não teve a coragem de pedir a abertura da CPI, pelo contrário, ainda disse que não teria coragem de assinar nem participar da CPI por quê temia pela sua família".
 
Nesse momento, Evandro Leitão, líder do governo na Casa, interrompeu a fala de Capitão Wagner o chamando de mentiroso. Deu-se início à um bate-boca. Evandro Leitão exigiu respeito de Capitão Wagner, que respondeu dizendo que "do jeito que você pode falar de mim eu posso falar de você também." Evandro chamou Wagner de frouxo, ao que ouviu a resposta o questionamento de "a mocinha criou coragem?".
 
Outras vozes são ouvidas no áudio divulgado, ao mesmo momento em que os dois continuam discutindo. O bate-boca é interrompido, sob protestos. Próximo ao final do áudio, é possível ouvir Evandro Leitão chamando Wagner. "Tu não é tão macho? Vem cá, machão" ao que Wagner responde: "Pra porrada, é? Eu vou. Vai me agredir, bora"
 
Com poucos deputados no plenário, o deputado Manoel Duca (PDT) cancelou a sessão, após pedido de verificação de quórum do deputado Yuri Guerra (PP), já que havia apenas 10 deputados quando é necessário um número mínimo de 16 para as atividades do plenário. Manoel Duca finaliza pedindo que "acalmassem os ânimos".
  
Redação O POVO Online