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No Dia da Mentira, confira 10 dicas para escapar das "fake news"

Para que nossa democracia não fique ainda mais ameaçada, a verdade precisa sempre prevalecer

11:51 | 01/04/2018
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Este domingo, 1º de abril, é conhecido como o Dia da Mentira. Para além do momento lúdico, a data é importante para uma reflexão sobre os males que uma notícia falsa pode provocar.



Com a aproximação do período eleitoral e a forte tensão entre grupo políticos no Brasil, as chamadas "fake news" tendem a se espalhar ainda mais e tornar-se uma forte ameaça à nossa democracia.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, inclusive,  afirmou em fevereiro que contará com o apoio dos veículos de imprensa confiáveis para trabalhar no combate às fake news durante a campanha das eleições 2018.



“A imprensa brasileira será a nossa parceira, nossa fonte primária em uma das nossas maiores preocupações que é o combate às fake news”, disse ele ao informar que Ministério Público e Polícia Federal passarão a integrar o Conselho Consultivo montado no TSE para estudar soluções para o tema.

O Conselho atuará dentro do TSE com estudos de inteligência para se antecipar à disseminação de conteúdo indevido por meio de robôs, por exemplo. No entanto, o presidente reafirmou que a imprensa será a principal aliada para aferir a veracidade daquilo que está sendo noticiado.



Entretanto, o combate às fake news cabe também a cada um de nós. Confira abaixo algumas dicas de especialistas para identificar esse tipo de material e evitar o compartilhamento de informações falsas nas suas redes sociais. Pelo bem da coletividade, a verdade precisa sempre prevalecer.




1. Manchetes sensacionalistas

Esse tipo de notícia costuma ter títulos exagerados para chamar a atenção do leitor, muitas vezes acompanhados de pontos de exclamação.



2. Falta de assinatura nas matérias



Dificilmente esses textos são assinados, seja por um jornalista, analista ou estudioso de qualquer área.

3. Falta de fontes



As informações falsas ou são atribuídas a fonte nenhuma ou se tratam de uma fonte falsa, de difícil acesso, desconhecida ou mesmo “em off”.



4. URL alterada



As notícias podem ser de sites falsos, que imitam a URL de portais de notícias conhecidos, ou pouco confiáveis, sem identificação clara e formas de entrar em contato.



5. Erros gramaticais



Nem sempre é assim, mas é comum que os textos com informações falsas sejam mal escritos, contenham diversos erros de português e de formatação, além de frequentemente serem mais curtos que os de notícias tradicionais.



6. Humor



Um gênero crescente nas redes sociais são as notícias satíricas, que podem ser confundidas com fake news por utilizar informações falsas para disseminar o humor. Um exemplo brasileiro é o site “Sensacionalista”.



7. Textos tendenciosos



As notícias falsas não são despretensiosas: seu intuito é prejudicar alguém para beneficiar uma pessoa, grupo ou ideologia. Isso se reflete nos textos, que não escondem a inclinação para criticar um lado e enaltecer outro.



8. Disseminação rápida



As “fake news” são feitas para se espalharem nas redes sociais e, para isso, muitas vezes são associadas a perfis automatizados, os chamados “robôs”, que compartilham, retuítam e espalham os textos sem que seja possível identificar a fonte primária da informação.



9. Notícias falsas contêm verdades



Nem todo o conteúdo das “fake news” é mentiroso. Os textos costumam misturar acontecimentos verdadeiros com premissas e informações falsas. Outras vezes, esses sites “ressuscitam” matérias antigas que, embora sejam totalmente verdadeiras, ganham outro significado em outro momento e contexto.



10. Checagem



Uma notícia envolvendo uma personalidade importante dificilmente ficará restrita a um só site. Pesquise em outros portais de notícias e, se não encontrar nada a respeito, desconfie.

Redação O POVO Online

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