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Cinco nomes disputam o posto de candidato a presidente pelo Psol

No próximo dia 10 de março, o partido irá definir quem será o candidato a disputar as eleições pela sigla

13:01 | 26/02/2018
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No próximo dia 10 de março de 2018, o Psol define quem será o candidato ou candidata a disputar a Presidência da República. Na disputa interna, cinco nomes são cotados: o paulista Guilherme Boulos, ativista do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST); a maranhense Sônia Guajajara, líder indígena; o professor de economia Plínio Arruda Sampaio Júnior, filho do candidato do partido em 2010; o mestre em educação Hamilton Assis e o economista Nildo Ouriques. 
 
O presidente do Psol no Ceará Ailton Lopes, explica que não é a primeira vez que o partido tem mais de um pré-candidato a Presidência, e que isso mostra a "pluralidade" da sigla. "Atesto a qualidade política e técnica de todos os pré-candidatos, cada um com perspectivas distintas, mas todos com o mesmo interesse de servir ao povo e não a pequenos grupos", afirma. 
 
Ailton, que apoia a candidatura de Sônia Guajajara, diz que ela traz contribuições da cultura indígena "com propriedade" que podem ser relevantes para uma nova perspectiva política e econômica para o Brasil. "A atual política econômica visa a produção desenfreada, e não impõe limites para ter lucros, e acaba não atendendo a maioria da população". 
 
O presidente da siga no Estado destaca também que a lógica dos povos indígenas tem como base o respeito ao coletivo, a produção voltada para as pessoas, além de um modo de vida mais harmônico. 
 
O deputado estadual Renato Roseno (Psol), defende a possibilidade de chapa chapa Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Ele explica que uma aliança do Psol com movimentos sociais, tais como o MTST e o movimento indígena sintetiza "uma série de lutas contra os retrocessos em curso no Brasil", além da possibilidade avançar para abertura de um "novo ciclo de esquerda no País", que dialoga com as novas gerações. 
 
Em relação à quantidade de pré-candidatos pelo partido, Renato considera "natural aos partidos de esquerda, que são partidos vivos". "A unidade deve ser construída na diversidade e pluralidade. Todas as pré-candidaturas são boas e temos muito orgulho e muito respeito por todas elas. Isso nos fortalecerá e caminharemos juntos em 2018", complementa. 
 
Quem são os 5 pré-candidatos
 
 
[FOTO1]Guilherme Boulos: liderou inúmeras invasões. Foi espancado e preso. Chegou ao posto de estrategista do movimento. Admite ambições muito maiores do que teto para quem precisa: promover transformações das relações sócio-econômicas e políticas no Brasil – mesmo mantendo parcerias com o poder público.

[FOTO2]Hamilton Assis: é professor, pedagogo e mestre em educação. Trabalha na rede Municipal de Salvador como Coordenador Pedagógico. Contribui para a reflexão de um novo projeto educacional para a cidade: uma educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis, que considere nossa ancestralidade e a contribuição dos povos africanos e indígenas em seus elementos de identificação indispensáveis para garantir uma perspectiva libertadora.

[FOTO3]Plínio de Arruda Sampaio Júnior: professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE/UNICAMP). Com pesquisas na área de história econômica do Brasil e teoria do desenvolvimento, dedica-se ao estudo do impacto da globalização capitalista sobre a economia brasileira. É filho de Plínio de Arruda Sampaio, candidato do partido a presidente em 2010.

[FOTO4]Nildo Ouriques: presidente do IELA e Professor do Departamento de Economia e Relações internacionais da UFSC. Ouriques quer diálogo com a população, convocando grandes referendos para revogar as reformas trabalhista e da Previdência.

[FOTO5]Sônia Guajajara: é líder indígena, formada em Letras e em Enfermagem, especialista em Educação especial pela Universidade Estadual do Maranhão. Recebeu em 2015 a Ordem do Mérito Cultural.
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