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Política
Segurança

Ministro da Justiça rebate críticas de Camilo ao Governo Federal após chacina das Cajazeiras

Neste domingo, o governador do Ceará havia criticado o Governo Federal por falta de medidas contra facções

09:33 | 29/01/2018
Torquato Jardim disse ainda que cobrará ações do presidente Michel (Foto: Divulgação)
O ministro da Justiça Torquato Jardim rebateu as acusações do governador Camilo Satana (PT), cujo discurso após a maior chacina da história do Ceará - que matou 14 pessoas neste sábado,27, no bairro das Cajazeiras, em Fortaleza, atribuía parte da responsabilidade da segurança pública ao Governo Federal.  Por meio de nota, o ministro devolveu a obrigação ao Estado. 
 
“O ministro Torquato Jardim reafirma que a União seguirá cumprindo o papel de oferecer apoio técnico e financeiro aos Estados, como vem fazendo regularmente, para que os órgãos de segurança pública trabalhem de forma integrada e harmoniosa, ainda que os governantes não solicitem apoio por razões eminentemente políticas”, disse por meio de nota.
 
Torquato destacou que cobrará ações do presidente Michel Temer para conter o cenário de violência na Capital.  Durante reunião neste domingo, 28, o governador cobrou ações de combate ao crime organizado do Governo Federal."Estamos pagando um preço caro por uma falta de política nacional. O Governo Federal tem que cumprir o seu papel", apontou. 
 
Leia, na íntegra, nota do ministro Torquato Jardim:  
"Uma força-tarefa de membros da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Penitenciário Nacional foi formada por determinação do ministro Torquato Jardim para subsidiar a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Ceará com investigação e informações de inteligência.
 
O reforço tem objetivo de propiciar aos órgãos de segurança do Estado que atuem para reprimir de forma exemplar a ação de grupos criminosos envolvidos na chacina do último sábado (27).
 
O ministro Torquato Jardim reafirma que a União seguirá cumprindo o papel de oferecer apoio técnico e financeiro aos Estados, como vem fazendo regularmente, para que os órgãos de segurança pública trabalhem de forma integrada e harmoniosa, ainda que os governantes não solicitem apoio por razões eminentemente políticas." 
 
 
Redação O POVO Online