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Janot manda investigar omissões em delação e diz que pode anular benefícios a executivos da JBS

O procurador-geral da República disse que dependendo do resultado da investigação, o acordo de colaboração dos irmãos Joesley e Wesley Batista poderá ser anulado

19:07 | 04/09/2017
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Nesta segunda-feira, 4, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou que determinou a abertura de investigação para apurar indícios de omissão de informações de práticas de crimes no acordo de delação premiada dos executivos do grupo J&F. Janot disse que dependendo do resultado da investigação, o acordo de colaboração dos irmãos Joesley e Wesley Batista poderá ser anulado.

"Determinei hoje [segunda] a abertura de investigação para apurar indícios de omissão de informações sobre práticas de crime no processo de negociação para assinatura do acordo de delação no caso JBS. Áudios com conteúdo grave, eu diria gravíssimo, foram obtidos pelo Ministério Público Federal na semana passada, precisamente, na quinta-feira, às 19 horas", afirmou em entrevista concedida no auditório da PGR, em Brasília.

A possibilidade de revisão ocorre diante das suspeitas dos investigadores do Ministério Público Federal (MPF) de que o empresário Joesley Batista e outros delatores ligados à empresa esconderam informações da Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral da República disse que vai encaminhar ainda hoje petição ao ministro Edson Fachin, do STF, informando tudo o que se passou, e submeterá a ele o que a PGR tem, pedindo que ele decida como encaminhar essa questão.

Na sede da Procuradoria Geral da República (PGR), o chefe do Ministério Público informou aos jornalistas que os investigadores obtiveram na última quinta-feira, 31 de agosto, áudios com conteúdo que ele classificou de gravíssimo. Ele ressaltou que o áudio foi entregue pelos colaboradores, espontaneamente, em um anexo referido a um parlamentar.

Redação O POVO Online

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