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Advogada da JBS teria "surtado" com possibilidade de delação atingir STF

Áudios da gravação que ameaça delação do grupo foram veiculados nesta terça-feira pela revista Veja

13:41 | 05/09/2017
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Em gravações encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista afirma que a advogada Fernanda Tórtima, que atua para a JBS, teria “surtado” com a possibilidade de a delação do grupo atingir o Supremo Tribunal Federal (STF).

[SAIBAMAIS]“A advogada surtou (...) ela falou: ‘Nossa senhora, peraí, calma, o Supremo não, peraí, calma, vai foder meus amigos”, diz Batista ao ex-diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud. Trechos das gravações, enviadas na quinta-feira passada, 31, foram revelados nesta terça-feira, 5, pela revista Veja.

 

Nos áudios, os delatores falam, entre outros temas, sobre como se aproximar do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para exigir benefícios na delação premiada do grupo. No trecho mais crítico, Batista revela a Saud discordância da advogada em incluir o Supremo na delação do grupo.

Isso porque, ainda segundo ambos, pelo menos quatro ministros do Supremo estariam entre os nomes originalmente implicados pela delação. Ainda segundo a revista Veja, uma das menções é considerada “gravíssima” pelos procuradores do caso.

Ex-braço-direito de Janot

Nos áudios entregues pelos advogados da JBS à Procuradoria Geral da República (PGR), os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud dizem que uma pessoa chamada Marcelo – que seria o ex-procurador Marcelo Miller – iria ajuda na aproximação com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A informação também foi divulgada pela Revista Veja.

Conforme a revista, eles também falam que uma integrante da equipe de advogados da empresa estaria preocupada com a possibilidade de a delação atingir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na gravação, Joesley diz: "Ele [Marcelo] já contou para o Janot que a gente tem muito mais para contar. Marcelo é do MPF. Ele tem linha direta com o Janot e com outros de lá. Nós somos a 'joia da coroa' deles.

Delação ameaçada 

O conteúdo das gravações levou Janot a abrir uma investigação para avaliar a omissão de informações nas negociações das delações de executivos da JBS. Se comprovada a omissão, os benefícios concedidos aos delatores poderão ser anulados, conforme o procurador.

A possibilidade de revisão ocorre diante das suspeitas dos investigadores do Ministério Público Federal (MPF) de que o empresário Joesley Batista e outros delatores esconderam informações da Procuradoria-Geral da República.

No entendimento do procurador, mesmo se os benefícios dos delatores forem cancelados, as provas contra as pessoas citadas deverão ser mantidas, dando sequência às investigações. No entanto, a decisão final cabe ao Supremo. 

Redação O POVO Online 

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