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Candidatos à vaga de Janot defendem uso de delações em investigações

Os subprocuradores-gerais da República concorrem a uma vaga na lista tríplice preparada pela Associação Nacional dos Procuradores da República

15:18 | 23/06/2017

Em debate de mais de 3 horas de duração, os oito candidatos à sucessão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República (PGR) defenderam o uso de delações premiadas em investigações e a continuidade da Operação Lava Jato.

 

Os subprocuradores-gerais da República concorrem a uma vaga na lista tríplice preparada pela Associação Nacional dos Procuradores da República. A eleição será no próximo dia 27 de junho. A lista será enviada a Temer, mas ele não é obrigado a escolher um dos nomes. Desde 2003, no governo Lula, tradicionalmente o primeiro candidato tem sido escolhido.

 

Os candidatos são Raquel Dodge, Nicolao Dino, Eitel Santiago, Mário Bonsaglia, Ela Wiecko, Carlos Frederico, Sandra Cureau e Franklin Costa. Durante o discurso, muitos deles fizeram questão de falar sobre a permanência da Operação caso se tornem o novo procurador-geral da República. 

 

Franklin Costa disse que a continuidade da Lava Jato, embora seja algo "óbvio", tem que ser falada. "As investigações não podem parar. O Procurador-Geral da República tem obrigação de oferecer meios de apoio para que os colegas prossigam neste trabalho", disse. O mesmo disse Mário Bonsaglia: "A Operação Lava Jato, se eu for procurador da República, terá total continuidade". 

 

Ela Wiecko defendeu a delação com instrumento a ser usado em investigações, mas fez ponderações. "Esse mecanismo foi criado para que os poderosos não ficassem de fora (de condenações), mas o que eu estou vendo que a seletividade continua", disse. "Alguns poderosos estão sendo presos, mas o grosso ainda me preocupa". A candidata também defendeu a existência de parâmetros para a negociação entre os órgãos e os delatores.

 

Raquel Dodge afirma que em todas as delações deve-se "apurar na delação a isonomia, proporcionalidade, apresentação de provas e, em todos os casos, a reparação do dano causado".

 

Sandra Cureau também defendeu o instrumento, mas disse que em alguns casos houve "tropeços". Ela não entrou em detalhes sobre quais situações específicas teriam contidos erros.

 

Redação O POVO Online

 

 

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