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Comissão do Senado volta a analisar reforma trabalhista; assista

Na semana passada, sessão da CAE que fez leitura do projeto terminou em bate-boca entre senadores. Tasso Jereissati promete segurança reforçada para esta terça

11:46 | 30/05/2017

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Em meio a um cenário de tensão e incerteza, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) volta a discutir nesta terça-feira (30) o projeto da reforma trabalhista (PLC 38/2017). A disposição do presidente da comissão, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), é de colocar o projeto em votação.

Após uma sessão tumultuada na semana passada, Tasso considerou lido o parecer elaborado pelo relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e concedeu vista coletiva à proposta. Senadores da oposição no entanto, não reconhecem que o parecer foi lido e, mais uma vez, ameaçam obstruir a reunião da CAE.

Nesta terça-feira (30), o esquema de segurança da comissão foi reforçado. A reunião, que ocorre sempre no plenário da CAE, foi transferido para o da Comissão de Direitos Humanos, que fica em outro corredor menos movimentado, o que facilita o controle do acesso, que hoje, segundo policiais legislativos, vai respeitar a capacidade da sala.

[SAIBAMAIS]Questões de ordem

Para senadores contrários ao relatório de Ferraço, a reunião de hoje não poderá apreciar o texto da reforma trabalhista. Isso porque questões de ordem apresentadas pela líder do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), e pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) não foram respondidas pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A contrário do que diz o presidente da CAE, Gleisi Hoffman diz que não houve pedido de vista antes do encerramento da última reunião do colegiado. Gleisi afirma ainda que o presidente da CAE descumpriu o regimento ao dar como lido um relatório que não havia sido previamente distribuído para os senadores e avaliou que houve fraude nas notas taquigráficas e na ata da reunião. A senadora pediu a apuração dos fatos narrados, a suspensão da tramitação do PLC 38/2017 e a anulação da reunião.

Já Vanessa Grazziotin pediu que a Mesa do Senado determine à CAE o envio do projeto para que outras propostas que tratam de mudanças na CLT possam ser anexadas à proposta da reforma trabalhista.

Redação O POVO Online 

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