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Recontagem de votos confirma resultado das eleições em Cariús

Iran (PSDB) e Nizo Costa (PMB) ficaram empatados, sendo eleito o candidato tucano por ser mais velho

17:44 | 09/11/2016
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[FOTO1] A recontagem de votos das eleições à Prefeitura do município de Cariús, no Centro-Sul do Estado, confirmou a apuração do dia 2 de outubro. Com 5.811 votos cada um, os dois candidatos mais bem votados ficaram empatados.

 

 

Quem assumiu foi Francisco José Ferreira, conhecido como Iran (PSDB), com 46 anos, em detrimento do adversário Nizo Costa (PMDB), que tem 41 anos. A auditoria foi realizada durante a tarde desta quarta-feira, 9, no cartório Eleitoral do município de Jucás. No total, foram recontados os votos de 58 urnas.

 

O procedimento foi inspecionado pelo chefe de informática do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), Carlos Sampaio, com o auxílio técnico de outros membros de sua equipe, e presidido pela juíza eleitoral da 43ª Zona Eleitoral Iane Maria Bezerra de Alenca.Também foi acompanhado dos advogados das duas coligações, policiais militares e guardas municipais, além de alguns moradores do município.

 

A coligação de Nizo Costa solicitou a recontagem alegando indícios de irregularidades no pleito. Inicialmente negado pela juíza eleitoral responsável pela Zona,o procedimento foi feito após o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) julgar o pedido procedente.

 

A juíza eleitoral afirmou que a auditoria foi determinada em função do resultado inusitado, que causou um clima de instabilidade e insegurança social.

 

Em entrevista, Janes Pedro da Silva, advogado da coligação de Iran, destacou a confirmação do resultado e disse que isso foi importante para pôr fim aos "boatos" de fraude nas urnas que corriam na Cidade. 

 

Francisco Gonçalves, advogado da coligação de Nizo Costa, admitiu que não há mais dúvidas quanto à contagem dos votos, mas denuncia outros dois casos de irregularidades na votação, o que poderia causar o desempate do pleito. 

 

De acordo com ele, um dos votos de Iran foi dado por um homem condenado criminalmente, com sentença em trânsito julgado, e que estaria, portanto, com direitos políticos suspensos e não poderia votar.

 

Gonçalves também fala de uma contratação de funcionários temporários pelo prefeito de Crateús, João Gilvan Oliveira (PDT), que apoiava Iran, enquanto 300 aprovados esperavam serem chamadas em concurso público. "Não houve nenhuma emergência para explicar a contratação de temporários", argumenta.

 

Ele afirma que entrou com ação e espera que denúncias sejam julgadas em até seis meses. A reportagem não conseguiu localizar o prefeito de Cariús para que ele respondesse às acusações. (Colaborou Amaury Alencar)

Redação O POVO Online

 

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