Governo pagou ISGH por hospital fechado, diz Capitão Wagner
O deputado estadual afirma que durante os meses de setembro e outubro, o órgão recebeu recursos para o funcionamento do Hospital Regional do Sertão Central, que nunca foi abertoInaugurado em 28 de dezembro de 2014, o Hospital Regional do Sertão Central, no município de Quixeramobim, nunca funcionou. Segundo informações do Portal da Transparência do Governo do Estado, no entanto, já foram repassados mais de R$ 4 milhões ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), órgão conveniado para gerir o Hospital.
A denúncia foi feita pelo deputado estadual Capitão Wagner (PR) na manhã desta terça-feira, 29, durante sessão na Assembleia Legislativa. Ele cobrou esclarecimentos sobre a destinação di dinheiro e disse que elaborou requerimento para que os pagamentos de novembro e dezembro não sejam liberados.
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O deputado Tomaz Holanda (PMDB) também falou sobre a situação. “Isso é uma vergonha. Quantas vidas já foram perdidas porque esse hospital não funciona”, criticou.
O contrato de gestão n°14/2016, feito entre o Governo e o ISGH, previa o pagamento do valor total de R$ 17.059.196,16, dividido entre os últimos quatro meses do ano. De acordo com o Portal da Transparência, R$ 4.213.621,46 já foram pagos.
Por meio de nota, a Secretaria da Saúde (Sesa) informou que Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, iniciou cronograma de atividades em setembro deste ano e está funcionando internamente, cumprindo diversas etapas de preparação e implantação de serviços para atendimento à população. De acordo com a Sesa, neste mesmo mês de setembro, foi realizada a convocação do primeiro grupo de 91 profissionais contratados por seleção pública, que integram o corpo de 1.640 profissionais da unidade, de nível fundamental, médio e superior.
"Os recursos repassados para o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) nos meses de setembro e outubro de 2016 se destinam ao treinamento e adaptação do pessoal com os novos equipamentos e espaços e a implantação de cada um dos novos serviços, além dos custos com manutenção e funcionamento da estrutura de 21.558 metros quadrados de área construída, com perfil de assistência terciária para atendimento de casos de alta complexidade", comunicou a pasta.
A Sesa afirma que o cronograma e funcionamento do HRSC são rigorosamente iguais aos trâmites de implantação utilizados nas outras duas unidades regionais do estado, que atendem na Região Norte (Sobral) e no Cariri (Juazeiro). "Até entrar em pleno funcionamento, ele precisa passar por etapas de validação das condições de usabilidade da infraestrutura e dos equipamentos; seguindo depois para o início do funcionamento do ambulatório de cirurgia e dos serviços de exames laboratoriais e de imagem; início da internação cirúrgica eletiva, do centro cirúrgico e do ambulatório multiprofissional; início das internações em UTI para adulto e na clínica médica para adulto; início das internações em UTIs pediátrica e neonatal, clínica médica e Unidade de Cuidados Especiais; e, por fim, início do atendimento na emergência e da internação obstétrica".
Redação O POVO Online
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