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Frase "Não temos prova, mas temos convicção" não foi dita como divulgado

O trecho viralizou nas redes sociais e passou a ser argumento de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

22:10 | 15/09/2016

A frase atribuída a um procurador da Operação Lava Jato –"Não temos prova, mas temos convicção"– não teria sido dita como divulgado. O trecho viralizou nas redes sociais e passou a ser argumento de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

[SAIBAMAIS]
Dois procuradores afirmaram, na coletiva de imprensa que anunciou a denúncia contra Lula, nesta quarta-feira, 14, em momentos diferentes, que não teriam “provas cabais”. Apesar da falta de comprovação, a procuradoria disse ter "convicção" sobre o papel do ex-presidente no esquema de corrupção na Petrobras. Os trechos teriam sido ditos por pessoas diferentes, não sequencialmente.

 

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Outra frase usada pelo procurador da República Roberson Pozzobon, foi considerada controversa. Ao explicar a acusação de corrupção contra Lula no tríplex do Guarujá, declarou: "Não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário, no papel, do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário é uma forma de ocultação".


Em outros dois momentos, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, disse que as provas coletadas até ali davam "convicção" sobre o papel central de Lula no esquema da Petrobras.


"Provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese. Todas essas informações, como num quebra-cabeça, permitem formar a figura de Lula no comando do esquema criminoso identificado na Lava Jato", afirmou Dallagnol.

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No final da entrevista, o procurador usou o termo novamente. "Dentro das evidências que nós coletamos, a nossa convicção, com base em tudo o que nós expusemos, é que Lula continuou tendo proeminência no esquema e continuou sendo líder desse esquema mesmo depois de ter saído do governo".

Redação O POVO Online

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