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Relator da "pedaladas", Nardes diz que nunca falou em impeachment

Ministro do TCU afirma que alertou a presidente afastada sobre a irregularidade das contas desde 2013

12:00 | 22/06/2016
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Augusto Nardes, que esteve no centro da tensão política nacional como relator das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) nunca falou em impeachment. O ministro participa do encontro “Nordeste 2030 - Desafios e caminhos para o desenvolvimento sustentável”, em Fortaleza, e deu entrevista à Rádio O POVO CBN (FM 95.5 AM 1010), na manhã desta quarta-feira, 22.

"Nós nunca falamos em impeachment, eu como relator nunca falei isso. A nossa posição foi de que [o governo] chegou no esgotamento. Alertei a presidente em 2013 que as contas estavam sendo feitas de forma irregular. Em 2012, o ministro José Jorge já tinha falado da maquiagem das contas. Foi alertado em 2012, 2013, 2014 e 2015", explicou Nardes.

%2b CONFIRA O ÁUDIO: entrevista com o ministro Augusto Nardes

Segundo ele, os funcionários públicos federais e os aposentados estão na iminência de não receberem seus pagamentos. "Temos 14 estados em dificuldades. Alguns já estão usando depósitos judiciais [para pagar as contas]".

%2b LEIA MAIS: Páginas Azuis do O POVO com Augusto Nardes

[SAIBAMAIS 2] "Sem o crescimento da economia e com o gasto exagerado do Estado, não teremos dinheiro nem para pagar os aposentados. O déficit dos aposentados é de R$ 194 milhões. Se o tesouro não tem dinheiro, não tem como pagar", frisa Nardes.

No próximo dia 11 de agosto, Nardes participará de debate sobre a transposição do rio São Francisco. "Estou propondo uma auditoria de revitalização porque o risco de termos pouca água já é eminente", adiantou.

O objetivo do encontro "Nordeste 2030" é identificar os desafios a serem enfrentados pelos gestores públicos para melhorar os indicadores de desenvolvimento humano da região. A partir disso, a ideia é que seja possível elencar prioridades a serem monitoradas pelo TCU em 2017. As ações terão caráter pedagógico e não implicarão em penalidades em caso de descumprimento.

Redação O POVO Online
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