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Ciro diz que cogita sequestrar Lula em caso de "prisão arbitrária"

Apesar da ideia, o ex-ministro diz que acredita ser "improvável" a prisão do petista, que não teria cometido qualquer irregularidade

14:57 | 27/06/2016
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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disse que cogita formar um grupo para "sequestrar" o ex-presidente Lula (PT) caso seja ordenada "prisão arbitrária" contra o petista. Segundo Ciro, a ação seria assessorada por juristas e conduziria Lula para o asilo em alguma embaixada estrangeira no Brasil.


"Eu quero me voluntariar para formar um grupo, com juristas nos assessorando, que se a gente entender que o Lula pode ser vítima de uma prisão arbitrária, a gente vai lá e sequestra ele e entrega ele numa embaixada. Isto eu topo fazer", disse, em entrevista ao portal Diário do Centro do Mundo.


Confira entrevista de Ciro Gomes ao portal Diário do Centro do Mundo:


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Apesar da ideia, Ciro diz que acredita ser "improvável" a prisão do ex-presidente. "Porque ele não tem culpa", explica. Na entrevista, o primogênito Ferreira Gomes disse defender a punição "de quem for", mas defendeu que investigações ocorram dentro da democracia. "Onde a liberdade é regra e a prisão exceção, respeitando o estado e o regime jurídico", disse.

 

[SAIBAMAIS 3]"Essas prisões temporárias, essa tortura para obter delações premiadas, tudo isso é completamente fascista e injurídico. Estamos à margem da lei, em circunstância de golpe", disse.


Operação Lava Jato


Mesmo com as críticas, o ex-ministro disse que, "a princípio", é favorável à Lava Jato. "É tão grave o sentimento popular da impunidade como prêmio da corrupção que eu acho, a princípio, uma coisa boa". Ele destaca, no entanto, que punições não podem ocorrer só para um lado, e questionou ações como a divulgação de grampos da presidente afastada Dilma Rousseff.


"É arbitrário e violento conduzir coercitivamente um cidadão que nem réu é e nunca se negou a comparecer, esclarecer as coisas, como ele mandou fazer com o Lula. É absolutamente criminoso, para além de arbitrário, divulgar conversas grampeadas do Presidente da República. Nos EUA isso é crime punível com pena de morte", disse.

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