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"Se eu fosse governador, rolavam cabeças", diz Ciro

"Eu, sendo governador, estavam todos demitidos e processados por homicídio, porque são eles os responsáveis por essas mortes que aconteceram", disse o ex-ministro

16:06 | 24/05/2016
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Aliado de Camilo Santana (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou que, caso fosse o governador, demitiria e processaria todos os agentes penitenciários do Estado. Ele se referia a rebeliões e protestos nas unidades prisionais de Itaitinga a Caucaia acontecidas no último fim de semana, por causa do cancelamento de visitas em função das greves dos agentes, que resultaram 18 mortes.

"Eu simplesmente rolava cabeças, demitia todos. Eu, sendo governador, estavam todos demitidos e processados por homicídio, porque são eles os responsáveis por essas mortes que aconteceram", afirmou Ciro. O ex-ministro disse ainda que não teria chamado a Força Nacional de Segurança para auxiliar no controle dos detentos. "Eu resolvia eu mesmo, como sempre resolvi".

Questionado se havia conversado com Camilo sobre o caso, ele afirmou que não fala com o governador "sobre esses assuntos" e finalizou: "O governador é autônomo". Ciro disse, também, que não há "nenhuma chance" deele virar secretário de Segurança nem assumir qualquer pasta.

 

Governo Temer
As declarações foram feitas nesta terça-feira, 24, em entrevista coletiva a jornalistas em evento no Centro de Eventos. Na ocasião, Ciro falou também sobre a nova meta fiscal do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) e sobre possbilidades de retorno da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

Sobre as medidas econômicas de Temer, ele criticou principalmente a que sugere limitar as despesas do governo. "Eles querem tabelar todos os gastos, saúde, educação, etc, menos juros para bancos, que é justamente a maior despesa (do governo), argumenta.

"Nesse momento, o Brasil ainda tem uma chance, por mais remota que seja, de interromper o itinerário de estupidez para o qual estamos sendo encaminhados por essa quadrilha de bandidos que demarca a maioria da coalização psdb-pmdb", afirmou.

"A presidente, tendo a chance de voltar, deveria ver as grandes bobagens cometidas e corrigir os rumos (do País)", falou. Quando perguntado se acredita na volta dela, no entanto, disse que "é muito improvável", mas que "luta" por isso.

Delação de Sérgio Machado
Ciro defendeu que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado faça acordo de delação premiada. "É preciso que a gente passe a limpo o País, seja quem for".

Redação O POVO Online

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