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PF cumpre a 30ª fase da Operação Lava Jato

Ministério Público Federal aponta que a propina chega a R$ 40 milhões

08:00 | 24/05/2016

Atualizada às 09h25min

Desde a madrugada desta terça-feira, 24, a Polícia Federal (PF) cumpre mais uma etapa da Operação Lava Jato. A 30ª fase foi batizada de "Operação Vício" e acontece no Rio de janeiro e em São Paulo.

O Ministério Público Federal (MPF), afirma que esta etapa investiga a possibilidade de pagamentos de R$ 40 milhões em propina a partir de contratos fraudulentos da Petrobras com fornecedoras de tubo, que chegaram a R$ 5 bilhões. E ainda apontam que as fraudes ocorreram entre 2009 e 2013.

Nela, serão cumpridos dois mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva (que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento).

Os procuradores declaram que há indicativos da participação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-diretor de Serviço e Engenharia da estatal Renato Duque.

[SAIBAMAIS2]De acordo com a PF, trata-se da apreciação de vários contratos e correspondentes repasses de valores não devidos ocorridos entre empresas contratantes da Petrobras e funcionários da estatal e agentes públicos e políticos.

Três grupos de empresas são investigados por terem se utilizado de operadores e de contratos fictícios de prestação de serviços para repassar à Diretoria de Serviços e Engenharia e Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Alvos
O MPF informou que, nesta fase, os alvos são executivos e sócios das empresas fornecedoras de tubos, um escritório de advocacia utilizado para o repasse de dinheiro, dois funcionários da Petrobras e operadores financeiros.

Crimes
Nesta etapa, os crimes investigados são corrupção, organização criminosa e lavagem de ativos. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.

"Vício"
Segundo a PF, o nome da operação se refere à sistemática, repetida e aparentemente dependente, da prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e agentes políticos que aparentam não atuar de outra forma senão através de atos lesivos ao Estado.

Redação O POVO Online

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