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Instituições não dependem da vontade do governo, diz Moro sobre gravações

"Espera-se que a instituições continuem funcionando normalmente", disse, mas não quis comentar sobre conteúdo das gravações

13:18 | 23/05/2016

O juiz federal Sergio Moro, que conduz as ações decorrentes da Lava Jato em Curitiba, repercutiu nesta segunda-feira, 23, em entrevista à revista Veja, o vazamento das conversas do ministro do Planejamento Romero Jucá com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Ele preferiu não comentar sobre o suposto "pacto" para deter os avanços da Operação, mas afirmou que "instituições não dependem da vontade do governo".

"Espera-se que a instituições continuem funcionando normalmente", disse. O juiz afirmou que espera que a Lava Jato acabe até o fim do ano, mas que novos fatos estão vindo à tona e não há um prazo fixo pra acabar. "O País tem um desafio muito grande".

Durante conversa, Machado chegou a chamar  Moro de "Torre de Londres", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo o ex-presidente da Transpetro, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar", referindo-se às delações premiadas.

 

Durante Fórum Veja, o juiz afirmou que as declarações do governo de que não vai interferir na Justiça são insuficientes. "Muitas vezes eu ouvia no governo anterior, que ele não interferiria na Justiça. Mas é claro", afirmou. Moro citou a campanha do Ministério Público Federal, das dez medidas contra a corrupção, como um exemplo de "iniciativa mais propositiva".

Redação O POVO Online

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