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Líderes encaminham votos das bancadas

Até agora, maioria dos deputados é orientada a votar pela abertura do impeachment da presidente; votação acontece hoje

15:07 | 11/04/2016

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Até agora, maioria dos encaminhamentos de líderes de bancadas orientam deputados a votarem a favor da abertura do impeachment de Dilma Rousseff (PT) na comissão especial que analisa processo na Câmara. Orientações começaram após mais de cinco horas do início sessão, votação acontece ainda hoje.

Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, libera deputados do partido a votar como quiserem. Em seu pronunciamento na comissão do impeachment, Picianni afirmou que considera o mandato de Dilma legítimo, embora tenha votado em outra candidato. O PMDB anunciou rompimento com o Governo Federal no dia 29 de março. 

Ele disse que faltou a capacidade a Dilma de "estender as pontes" e buscar uma unidade no País, em um cenário de divisão; a quem perdeu, teria faltado a "resignação" de aceitar o resultado das urnas e compreender que o país tem que estar acima dos projetos pessoais e da ambição de cada um.

O deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), líder do partido na Câmara, encaminha voto favorável à abertura do impeachement de Dilma aos deputados tucanos. No momento, ele diz que "a história cobrará caro" aos que votarem contra a abertura do processo, pois estes se tornariam "cúmplices de uma presidente que cometeu crime de responsabilidade".

"Ficará registrado na histria de cada um o seu voto, e a historia não esquece nem nos dá uma nova chance", afirmou.

Em pronunciamento, ele disse que "é muito triste" assistir aos parlamentares "ameaçarem a população brasileira" e elogiou o relatório de Jovais Arantes. "A presidente definitivamente violou a Constituição Brasileira", disse

O líder do PP na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), defendeu a presidente em seu discurso. Ele admitiu que o governo representa "uma frustração", que "não foi capaz de conduzir o País a um futuro melhor" e que ela tem responsabilidade pela crise estabelecida, Ribeiro disse que a Constituição não prevê impeachment por impopularidade.

A presidente, no entanto, não teria cometido crime de responsabilidade. Líder de uma bancada dividida sobre o impeachment, Aguinaldo manifestou sua posição pessoal e afirmou que a conduta de Dilma é "honrada e proba". "Caso venha surgir evidências, serei o primeiro a votar contra ela, mas não é o que acontece", declarou.

Outros partidos

Parlamentares do PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, PSC e Solidariedade receberam orientação para votarem a favor do impeachment. Até agora, somente PDT e o PCdoB encaminhou voto contrário. Deputados do PTN estão liberados para votarem como quiserem.

Redação O Povo Online com agências

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