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Aos gritos de 'Temer presidente', PMDB rompe com Dilma em reunião relâmpago

Além do afastamento pelo governo, moção aprovada prevê ainda a entrega de cargos ocupados pelo partido no governo federal

15:35 | 29/03/2016
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Em reunião relâmpago de apenas três minutos, o PMDB oficializou agora há pouco o desembarque do partido do governo Dilma Rousseff. Decisão foi tomada por aclamação, sem votação direta, em reunião liderada pelo vice-presidente da legenda, senador Romero Jucá (RR).

Além do afastamento pelo governo, moção aprovada prevê ainda a entrega de cargos ocupados pelo partido no governo federal. "A partir de hoje, ninguém ocupa mais cargo em nome do PMDB", disse Romero Jucá pouco após o anúncio.

[SAIBAMAIS 4]Segundo o documento, será instalado processo no Conselho de Ética do partido contra filiados que permaneçam em cargos federais. A moção, no entanto, não prevê prazo para entrega dos cargos, embora se fale, nos bastidores, de prazo até 12 de abril. Anúncio da aclamação foi acompanhado por gritos como "Brasil pra frente, Temer presidente" e até ataques contra o governo Dilma, como "Fora PT".

Romero Jucá destaca, no entanto, que o afastamento não significa postura imediata de apoio ao impeachment. "Nós seremos independentes", disse o senador, afirmando que a questão será tratada "no momento devido".

#RenunciaTemer

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), que articulou aprovação da moção, não compareceu ao evento. Também não estava presente o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), tido como último "refúgio" do governismo no partido, nem aliados históricos do PT na sigla, como José Sarney e o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Logo após o anúncio do desembarque, a hashtag "#RenunciaTemer" se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter. A maioria critica postura do PMDB, mas outras mensagens lembram que o próprio PT lançou Temer em chapa com Dilma Rousseff.

PMDB Ceará

Conforme mostrou O POVO desta terça-feira, a direção do PMDB cearense já havia antecipado sua posição pelo afastamento da legenda do governo. Líder do partido no Estado, o senador Eunício Oliveira (PMDB) disse que indicações da sigla estão "à disposição" da presidente.

Atualmente, partido tem no Estado indicações das direções do Banco do Nordeste e da Companhia Docas do Ceará. No governo federal, o partido possuía sete ministros no primeiro escalão petista.

Um deles, Henrique Eduardo Alves (RN), pediu demissão do Ministério do Turismo ainda na segunda-feira, 28. Outros ministros, como Celso Pansera (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Kátia Abreu, da Agricultura, não confirmam se deixarão os cargos.

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