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"Antes batiam a nossa porta e a gente sabia que era o leiteiro", diz Gilmar Mendes

A força-tarefa da 24ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvo o ex-presidente Lula, afirma que há evidências de que ele recebeu valores desviados da Petrobras

12:55 | 04/03/2016
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou, nesta sexta-feira, 4, que o foco da Operação Lava Jato no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agrava a crise política no País. Ele ministrou palestra em Fortaleza, no teatro Celina Queiroz, sobre as perspectivas atuais da Justiça Eleitoral. Ao falar sobre a situação política, o ministro ironizou: ""Antes batiam a nossa porta e a gente sabia que era o leiteiro, não a Polícia".
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"Sem dúvida, o momento que estamos vivendo hoje é muito delicado e certamente isso põe um índice de agravamento na crise política, não tenho elementos para avaliar a decisão do juiz Sérgio Moro, mas é possível que certamente tenha tomadoi todas as cautelas. É uma decisão com grande repercussão no plano social, econômico e político", afirmou Gilmar Mendes.

A força-tarefa da 24ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvo o ex-presidente Lula, afirma que há evidências de que ele recebeu valores desviados da Petrobras. Na Operação Aletheia, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 3, a Polícia Federal e a Receita Federal cumpriram mandados em endereços do ex-presidente Lula e do seu filho, Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. Lula prestou depoimento de mais de três horas no aeroporto de Congonhas.

Durante a palestra, Mendes chegou a brincar com o momento político no Brasil, principalmente sobre as ações da Polícia Federal. "Antes batiam a nossa porta e a gente sabia que era o leiteiro, não a Polícia. Mas hoje a situação está tão desgastada que a Polícia tem batido em muitas portas, mas com ordem judicial, claro", disse o ministro.

Redação O POVO Online
com informações de Letícia Alves, especial para O POVO
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