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Presidente do STF sinaliza que Corte não deve afastar Cunha

16:59 | 27/01/2016
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, teria sinalizado à presidente Dilma Rousseff (PT) que a Corte não vê elementos para afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB) da presidência da Câmara. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
[SAIBAMAIS 3]
Lewandowski teria conversado com integrantes do governo e com colegas do Judiciário sobre a decisão que o STF deve proferir em fevereiro. Dos 11 integrantes da Corte, seis precisam votar a favor do afastamento de Cunha para que ele deixe o cargo.

Aliados do ministro afirmam que ele reflete uma "visão geral" dos colegas, mas pontuam que as discussões sobre a decisão se mantêm restritas ao grupo, destaca o jornal.

Segundo a Folha, o Palácio do Planalto adotou cautela com a possível decisão. Aliados de Dilma pontuam que, apesar do posicionamento de Lewandowski, ainda não há consenso entre os ministros. A expectativa é de que Gilmar Mendes e Dias Toffoli sigam a tese do presidente do STF e votem pelo não afastamento. Já Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e o relator do caso, Teori Zavascki devem votar contra Cunha. O mistério é sobre os votos de Edson Fachin, Rosa Weber e Cármen Lúcia.

Cunha
O afastamento do presidente da Câmara dos Deputados foi pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em 16 de dezembro. O argumento é de que Cunha fez uso do cargo para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e do Conselho de Ética da Casa, que analisa pedido de cassação do mandato do peemedebista.

O documento entregue ao STF diz que o afastamento seria para impedir que Cunha possa "destruir provas, pressionar testemunhas, intimidar vítimas ou obstruir as investigações de qualquer modo".

Redação O POVO Online
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