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Relator da CPMI da Petrobras volta a defender saída da atual direção

12:40 | 18/12/2014
O relator da CPMI da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), voltou a defender nesta quinta-feira, 18, a saída da atual direção da estatal. As declarações do petista ocorreram após a votação do relatório no colegiado, que aprovou o texto proposto pela base aliada. A sessão de hoje foi a última da CPMI. O posicionamento de Maia foi feito mesmo depois de o Palácio do Planalto reagir a uma primeira afirmação do deputado, realizada ontem, no sentido de que seria necessária a mudança no comando da companhia.

"Acho que a direção da Petrobras não tem mais condições, neste momento, políticas e até mesmo emocionais para continuar conduzindo essa que é a maior empresa do Brasil. Portanto, seria de bom tamanho que houvesse essa substituição", ressaltou o petista.

O deputado lembrou, no entanto, que até o momento não há nenhuma investigação, denúncia ou indício de participação da atual direção da Petrobras em qualquer irregularidade. Questionado, então, sobre a necessidade de substituição no comando da estatal, o petista chegou a levantar a possibilidade da contratação de novos diretores, vindos do setor privado. "Acho que a Petrobras precisa passar por um processo de revitalização, com novos dirigentes. Precisamos, talvez, de uma pessoa de fora dos quadros da Petrobras, alguém que venha do mercado, que tenha experiência de gestão de grandes empresas para poder permitir que haja uma reativação inclusive emocional", afirmou.

Segundo ele, o entendimento de que a atual direção da Petrobras não tem mais condições de permanecer à frente da estatal é um sentimento da maioria dos congressistas. "Se você conversar com os parlamentares, todos eles têm essa compreensão, de que o momento exige que haja uma ação política no sentido de recompor a direção da Petrobras, para que se possa superar o momento que vive a maior empresa brasileira."

O petista também considerou que, mesmo com o desfecho da CPMI realizado hoje, novas investigações deverão ser feitas no início da próxima legislatura, no âmbito do Congresso. "Temos, no ano que vem, com certeza, muito debate, muitas discussões. Teremos, na Câmara, investigações que terão que ser produzidas seja por Conselho de Ética, seja por comissões dos deputados e senadores".

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