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Tarso e Sartori discutem transição de governo no RS

16:50 | 10/11/2014
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), terá uma reunião com seu sucessor, José Ivo Sartori (PMDB), amanhã (11), no Palácio Piratini. Na semana passada, representantes indicados pelos dois já tiveram um breve encontro em que definiram as bases para o processo de transição. De acordo com a assessoria de imprensa de Tarso, o objetivo do encontro de amanhã será estabelecer a relação que vai nortear a transição.

No segundo turno da eleição, em 26 de outubro, Sartori alcançou 61,21% dos votos válidos, contra 38,79% de Tarso. Desde então, o governador eleito, ex-prefeito de Caxias do Sul, começou a articular o processo de transição, com especial atenção sobre a situação financeira vivida pelo RS.

Cerca de 30 técnicos nomeados por Sartori já estão trabalhando no acesso às informações. A intenção é solicitar ao atual governo uma espécie de radiografia das finanças do Estado, que hoje compromete cerca de 13% de sua receita líquida corrente com o pagamento da dívida pública - e carece de recursos próprios para investir.

Lideranças próximas a Sartori admitem que os dados relativos à área fiscal serão fundamentais para planejar o primeiro ano de gestão. Sartori precisa decidir, por exemplo, se tomará mais empréstimos - aproveitando a janela aberta pela aprovação do projeto de renegociação da dívida, que está à espera de sanção da presidente -, ou se fará um aperto fiscal.

O encontro de amanhã será o primeiro entre os dois após as eleições, que foram marcadas por acusações mútuas, principalmente no segundo turno. Até agora, eles se falaram apenas por telefone.

Até aqui, os contatos entre os representantes de ambos os lados indicam que a transição deverá ser marcada pela colaboração. Na última sexta-feira, o secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, afirmou que existe uma orientação clara do governador para conduzir o trabalho da forma transparente, garantindo que as informações sejam enviadas o mais rápido possível ao novo governo.

Tarso e Sartori devem aproveitar para conversar sobre o processo de reestruturação da dívida dos Estados e municípios. Ambos defendem que a continuidade da negociação com o governo federal, para reduzir o desembolso mensal da dívida e, deste modo, garantir mais recursos para investimentos de saúde, educação e infraestrutura.

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