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Indicação de Kátia para Agricultura agrada lideranças

19:00 | 24/11/2014
A escolha da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura, ainda não anunciada oficialmente mas dada como certa, agrada a lideranças do setor produtivo. Representantes do agronegócio acreditam que com a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma das poucas vozes do setor ouvidas pela presidente Dilma Rousseff, o diálogo com o agronegócio será retomado. Uma parte significativa dos ruralistas apoiou Aécio Neves (PSDB) nas últimas eleições. "A Kátia conhece agricultura, está na CNA há anos, atua como interlocutora e vai ser fácil falar com ela", disse ao Broadcast, serviço da Agência Estado de notícias em tempo real, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Ele afirmou que a possível escolha da senadora dará sequência à "boa administração" do atual ministro Neri Geller e ainda citou outros ministeriáveis para avaliar que Dilma deve mudar o perfil no segundo mandato. "A ida do (senador) Armando Monteiro (PTB-PE) para o Ministério do Desenvolvimento e do Joaquim Levy para a Fazenda, além da escolha da Kátia, mostram que Dilma busca unir o País e fazer um governo com a cara do primeiro mandato de Lula", concluiu.

O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, também comemorou a possível ida da presidente da CNA para a Agricultura e afirmou que senadora atua como negociadora na complicada relação entre o setor de etanol e o governo. "Se ela for nomeada será ministra forte, pois tem interlocução com a presidente Dilma e o vice Michel Temer", afirmou.

Até mesmo o presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp), João Sampaio, um dos conselheiros de Aécio nas eleições, considerou "muito boa a indicação" de Kátia Abreu para a Pasta. "Ela vai agitar e dar importância merecida ao ministério", resumiu. Já o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Junqueira, afirmou que a indicação da senadora agrada, mas, cauteloso, disse que prefere esperar a confirmação da senadora para fazer uma avaliação sobre o tema.

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