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Defesa de A Onde É amanhece em Fórum; vereador deve deixar prisão à tarde

Defesa de A Onde É previa a liberação do vereador já na tarde da terça. Vereador chegou inclusive a se preparar para sair, mas teve de voltar à cela

11:15 | 05/11/2014
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A defesa do vereador Antônio Farias de Sousa – o A Onde É (PTC) – já se encontra, desde o início da manhã desta quarta-feira, 5, no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. Eles acertam a soltura do parlamentar, programada para a tarde desta terça. Preso desde o último dia 26 de setembro, o vereador recebeu habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira, 31.

O advogado de A Onde É, Leandro Vasques, previa a liberação do vereador já na tarde de terça-feira, 4. O parlamentar chegou inclusive a trocar de roupa e se preparar para deixar a Delegacia de Capturas, mas teve que voltar à cela. Segundo a defesa, teriam ocorrido demoras no procedimento de protocolo do Fórum.

Na Câmara Municipal, o assunto tem passado batido no plenário. Já nos corredores, colegas de A Onde É admitiam o constrangimento com a prisão. “Eu estou no meu sexto mandato e nunca havia acontecido um episódio desses”, declarou o vereador Dr. Adelmo (Pros). Segundo o parlamentar, um vereador preso deixava todos os membros “desconfortáveis”.

[SAIBAMAIS 5]Investigações

A Onde É foi preso em 26 de setembro, acusado de se apropriar do salário de assessor. Ele foi preso em flagrante no instante em que, segundo o Ministério Público, estaria sacando o dinheiro do funcionário de seu gabinete. Ele é alvo de ação pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, organização criminosa, lavagem de dinheiro, concussão e atos de improbidade administrativa.

O deferimento do pedido de liminar foi divulgado no Facebook pelo advogado do vereador, Leandro Vasques. Em entrevista ao O POVO, Vasques disse que já esperava decisão nesse sentido. Segundo ele, investigação contra “A Onde É” violaria o princípio do “promotor natural”. Segundo a tese da defesa, a Procuradoria de Crimes Contra a Administração Pública (Procap) não teria prerrogativa para investigar vereadores.

Redação O POVO Online
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