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Petista vence no 1º turno disputa ao governo da Bahia

21:20 | 05/10/2014
O candidato a governador da Bahia Rui Costa (PT), deputado federal licenciado e ex-chefe da Casa Civil do governador Jaques Wagner (PT), venceu neste domingo a disputa ao governo da Bahia no primeiro turno, desbancando Paulo Souto (DEM), que liderava as pesquisas durante a maior parte da campanha. Com 86,85% das urnas apuradas, ele tinha 53,85% dos votos, contra 37,72% do principal adversário.

Com isso, os petistas mais uma vez derrotaram o "carlismo", movimento político liderado pelo ex-senador Antonio Carlos Magalhães (antigo PFL, atual DEM), morto em 2007. Isso porque os petistas conseguiram repetir 2006, quando Wagner, contrariando as pesquisas, venceu Souto no primeiro turno após uma arrancada na reta final. Já o DEM fracassou em obter o mesmo sucesso da eleição municipal da capital baiana, quando elegeu ACM Neto como prefeito de Salvador contra o PT.

O embate teve um duelo paralelo entre o próprio ACM Neto, bem avaliado na prefeitura, e a quem Souto buscou associar sua campanha; contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja imagem a campanha de Costa explorou bastante. Na reta final, a campanha de Costa também reforçou a tese de alinhamento político com o governo federal para se beneficiar da vantagem de Dilma enquanto a oposição apostava na desvinculação das eleições nacional e estadual e no desejo de mudança. Ao fim, os baianos preferiram a continuidade do governo PT à volta do "carlismo" no comando do Estado. Antes de Wagner, os quatro governadores anteriores do Estado estavam ligados ao antigo PFL: Antônio Carlos Magalhães, César Borges e o próprio Paulo Souto (por duas vezes).

Na disputa da eleição para o Senado, o PT também saiu fortalecido. O vice-governador Otto Alencar (PSD), da coligação de Costa, ficou com a vaga, com 55,28% dos votos válidos. Ele conseguiu desbancar o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que ficou com 34,69%% dos votos. Geddel esteve a maior parte das pesquisas à frente de Otto. Só no levantamento de hoje os dois pareceram tecnicamente empatados. A ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon (PSB), ficou com 8,81%%. Otto foi criticado pela aliança com o PT, partido que ele fez oposição na época em que era aliado de ACM, mas rebateu dizendo que o opositor Geddel, que tinha rixa com o atual prefeito de Salvador, também se uniu a antigos desafetos na chapa de oposição.

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