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MP denuncia A Onde É, pede cassação e sequestro de oito apartamentos de vereador

De acordo com MPE, irregularidades começaram logo no primeiro mês de A Onde É como vereador. Entregador de pizza, ele se elegeu pela 1ª vez em 2012

16:00 | 15/10/2014
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Encerrada etapa de investigação, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) acionará agora o vereador Antônio Farias de Sousa – o A Onde É (PTC) – na Justiça pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além de pedir a cassação do vereador, o órgão também irá requerer sequestro de seus bens, que incluem dois automóveis e até oito apartamentos na avenida Beira Mar.

Ofício encaminhando pedido de cassação do parlamentar deverá ser enviado à Câmara até a quarta-feira, 22. Segundo o MP-CE, investigações do caso ocorrem desde janeiro deste ano, mas irregularidades já estariam ocorrendo desde janeiro de 2012 – ainda no primeiro mês de A Onde É como vereador.

[SAIBAMAIS 4]Antônio Farias de Sousa foi eleito pela primeira vez em 2012. Com base eleitoral no Bom Jardim, ele chamou atenção pela origem humilde de entregador de pizza. Pouco após assumir vaga na Câmara, o vereador já acumulava oito apartamentos em área nobre do Meireles, de acordo com denúncia da Procuradoria de Crimes Contra a Administração Pública (Procap).

O Ministério Público adiantou ainda que já negocia delações premiadas para flagrar outros vereadores com esquemas semelhantes. Segundo o órgão, assessores parlamentares já teriam procurado a Procap querendo negociar novas denúncias. 

Esquema

Segundo o MP, o esquema envolvia até 15 pessoas empregadas no gabinete do vereador na Câmara. Deste total, 11 seriam familiares do chefe de gabinete do parlamentar, também investigado. De acordo com a investigação, o parlamentar teria controle dos cartões de pagamento dos assessores, e cobraria pedágio sobre seus salários.

A Onde É já está preso desde o dia 26, quando foi flagrado, segundo acusação da Polícia Civil, sacando dinheiro de um assessor. É esperado pronunciamento do advogado do vereador, Leandro Vasques,  para a tarde desta quarta.

"Lua de mel"

Segundo investigação do MP, recursos da Câmara teriam sido usados pelo vereador inclusive para "presentear" um casal de amigos com uma lua de mel em Gramado, município da serra do Rio Grande do Sul. De acordo com promotores, o vereador teria enviado os amigos ao Município sobre justificativa de participação de evento oficial da Câmara no Município.

A apuração do caso, no entanto, atestou que único evento que ocorria em Gramado neste período era um congresso de traumatologia, que não teve qualquer participação da Câmara Municipal.

com informações do repórter Erivelton Melo

Carlos Mazza

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