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Dilma aponta divergência entre parte do PSB e Aécio

21:30 | 13/10/2014
A presidente Dilma Rousseff minimizou nesta segunda-feira, 13, o apoio dado pela ex-ministra Marina Silva (PSB) ao candidato do PSDB Aécio Neves, seu adversário no segundo turno. Dilma destacou que o PSB não apoia totalmente o tucano e citou nomes da legenda que não seguiram a orientação do partido e se aliaram ao PT, como o governador da Paraíba Ricardo Coutinho. "Além dele, tem outros que têm nos apoiado. Eu inclusive hoje vou receber um pouco mais tarde o Roberto Amaral (ex-presidente do PSB), que também vem apresentar o seu apoio", disse.

A petista alegou que a base do PSB mais ligada à tradição do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes "nunca estaria com Aécio Neves". Questionada sobre os apoios conquistados por Aécio no segundo turno, que conseguiu a adesão de partidos como PSB, PV, PSC e PPS, Dilma argumentou que é preciso esperar a eleição. "Vamos ver no dia 26 de outubro. Sabe quando a gente sabe? É no dia 26 de outubro", concluiu.

Lula

Dilma também foi perguntada sobre a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar novamente a eleição em 2018. A presidente alegou que o tema foi levantado pelo presidente do PT, Rui Falcão, mas que não ouviu esse desejo de Lula. Mas Dilma disse que, se ele quiser concorrer, terá sua ajuda.

Escândalos do passado

Dilma alegou que os governos do PT deram liberdade para que os órgãos de controle realizassem investigações e, para rebater as denúncias de irregularidades na Petrobras, citou escândalos de corrupção ocorridos em administrações anteriores.

"Escândalo Sivam (acusações de corrupção na criação do Sistema de Vigilância da Amazônia), onde estão as pessoas? Soltos. Onde estão as pessoas da pasta rosa (referência a inquérito do Banco Central que apontou doações de campanha do Banco Econômico a políticos ligados ao então senador Antônio Carlos Magalhães)? Soltos. Onde estão as pessoas em todos os escândalos anteriores? Todos soltos. O Brasil precisa de mudar estruturalmente a prática política e eleitoral", defendeu Dilma. De acordo com a petista, antes das administrações do PT os escândalos de corrupção não eram apurados. "Quem não investiga infelizmente não acha. Nós investigamos".

Lava Jato

A presidente voltou a defender que as informações da Operação Lava Jato se tornem públicas depois que a apuração for concluída. A operação da Polícia Federal prendeu o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, que delataram à Justiça Federal um suposto esquema de pagamento de propina na estatal a políticos aliados do Palácio do Planalto.

"Eu sempre tenho defendido: a operação tem de ser aberta, ampla, geral e irrestrita. Quando eles concluírem, ela precisa ser colocado de público", disse. "Lá eu acredito que tenha grandes provas contra malfeitos, ilícitos, crimes e atos de corrupção", concluiu.

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