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Skaf vai ao Mercadão e critica falta de água

16:50 | 11/09/2014
O candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, aproveitou uma visita ao Mercado Municipal, na zona leste da capital, para criticar a falta de água em São Paulo. "O governador (Geraldo Alckmin, do PSDB) acha que todo mundo é louco porque ele afirma que tem água, mas 50% abre a torneira e não tem." Ele disse ter ouvido a reclamação de comerciantes do Mercadão. "Ouvi isso em duas barracas, mas pesquisas recentes indicam que mais de 50% da população já acusa falta de água. O governador insiste em dizer que quem diz isso está mentindo, mas a verdade é que, uma hora ou outra, 50% ficam sem água", explicou. Segundo ele, as pesquisas a que se referiu foram divulgadas pela imprensa.

Uma das comerciantes que reclamaram da falta de água, e que não quis se identificar, contou que o problema ocorre em Guarulhos, onde mora, cidade administrada pelo PT. Skaf iniciou a visita ao Mercadão após as 13 horas, horário de grande movimento. Acompanhado por candidatos a deputado, como Leandro KLB (PSD) a estadual e Major Olímpio (PDT) a federal, causou alvoroço e reclamações. "Só quero sair da muvuca", reclamou a lojista Luisa Teles, de Limeira, presa em meio à confusão. "Ele passou com pressa, nem me cumprimentou", reclamou um funcionário da Barraca do Juca. Ao pedir o voto de Avani dos Santos, ela respondeu que é de Almadina, interior da Bahia, e vota na cidade baiana.

O candidato do PMDB também teve bons momentos. Recebeu o apoio de Eduardo Aiub, cujo pai, Dieb, foi um dos três pioneiros do Mercadão, e ganhou um azeite grego de presente do comerciante Valter Borges. "É bom para dar vida longa", disse Borges. No Bar do Mané comeu sanduíche de mortadela com água mineral e tomou café. O comerciante não cobrou a despesa.

Na entrevista aos jornalistas, Skaf disse que a última pesquisa Datafolha mostra sua candidatura em ascensão. "Em relação à pesquisa anterior desse instituto, nós subimos seis pontos enquanto o candidato do PSDB desceu seis pontos." À observação sobre o alto índice de rejeição ao seu nome, ele disse que não o considerava alto e atribuiu às pessoas que ainda não o conhecem. "Temos ainda quase quatro semanas de campanha e vamos ficar mais conhecidos." Perguntado sobre a arrecadação do Serviço Social da Indústria (Sesi), entidade que dirigiu durante dez anos, e se era favorável à transparência nas contas da instituição, ele se esquivou. "Estou de licença do Sesi e isso deve ser perguntado para os dirigentes em exercício. Como estou afastado, não tenho o que falar sobre esse assunto."

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