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Para Skaf, arrastão em parque é marca do atual governo

14:20 | 25/09/2014
Em visita a uma associação que atende policiais militares deficientes físicos, nesta quinta-feira, 25, em São Paulo, o candidato do PMDB ao governo do Estado, Paulo Skaf, atacou de forma mais incisiva a política do governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à reeleição, para a segurança pública. Ele disse que, na área de segurança, o Estado está à deriva, como mostram os acontecimentos recentes, como o assassinato de mais um policial militar, as estatísticas que indicam crescimento de roubos e o arrastão em um parque de diversões. "Já que ele (Alckmin) procura uma marca para o seu governo, pode bem ser arrastão em parque de diversões, pois isto nunca tinha acontecido", afirmou, diante de uma plateia de policiais cadeirantes, na maioria, atingidos por tiros.

Skaf se referia a uma sequência de arrastões ocorrida no dia anterior no Hopi Hari, conhecido parque de diversões de Vinhedo, região de Campinas. Um grupo atacou frequentadores furtando tênis, peças de roupas e celulares. Algumas pessoas ficaram levemente feridas e menores foram detidos. O peemedebista culpou o governo por ter reduzido os recursos para a polícia. "Se comparar 2010 com 2013, o governador Alckmin reduziu 30% os investimentos em termos reais na segurança pública. Isso mostra que não é prioridade dele a segurança das pessoas."

Considerando "gravíssimo" o problema da segurança pública no Estado, ele deu sua receita para o setor: "Vou valorizar e apoiar os policiais, mas também exigir que protejam bem a população. A ausência do Estado nas periferias abre espaço para o crime organizado. Entendo que há necessidade de pagar melhor o policial, mas é preciso estar próximo da polícia, equipá-las bem." Perguntado sobre quanto deveriam aumentar os salários, ele se negou a falar em valores.

Na visita as instalações da Associação dos Policiais Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo, Skaf recebeu uma pauta com dez reivindicações, entre elas pagamento de seguros por morte e invalidez que estão atrasados, transporte para tratamento de militares incapacitados, rapidez no pagamento de pensão para as viúvas, que hoje demora três meses, e reforma no Hospital da Polícia Militar. Ele disse que atender as reivindicações é obrigação do Estado. "São policiais militares que passaram a ter deficiências cumprindo seu dever e o Estado é ausente até no transporte e no pagamento da pensão da viúva."

O candidato ouviu relatos de policiais paraplégicos, entre eles um que se tornou deficiente ao ser atingido por um carro durante escolta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, em 2004. "Nem o presidente, nem o governador da época se preocuparam em saber como eu estava", relatou o policial. Skaf disse que considerava aqueles policiais heróis de guerra, "pois estamos vivendo uma situação de guerra".

Ao ser indagado se o governador havia parado de criticá-lo por entender que vai ganhar a eleição no primeiro turno, o peemedebista disse que as pesquisas internas mostram sua candidatura em ascensão. "Se ele tivesse dado a disputa como ganha, ele não atacaria ninguém. Ele me atacou durante semanas com acusações falsas e não adiantou nada. Como viu que não estava tirando meus votos, passou a atacar outros adversários. A verdade é que São Paulo está numa velocidade muito menor do que deveria estar."

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