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Padilha minimiza punição da Justiça eleitoral

17:40 | 13/09/2014
O candidato ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), minimizou neste sábado, 13, a punição que recebeu da Justiça eleitoral, que decretou que o petista terá de ceder um minuto de resposta ao governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin na propaganda eleitoral. "Não (prejudica). Pelo contrário, quero ver qual é a reposta que ele vai dar", disse, depois de participar de uma caminhada e um comício em Sapopemba, na zona leste da capital paulista.

Padilha foi condenado a ceder 1 minuto de seu tempo de TV no horário eleitoral gratuito para Alckmin. A Justiça Eleitoral entendeu que o petista divulgou informações inverídicas ao afirmar que o cartão Bilhete Ônibus Metropolitano (BOM), implantado pelo governo do Estado, não dá desconto no preço das tarifas e não faz integração entre os sistemas de transporte. O direito de resposta será usado pelos tucanos na segunda-feira à noite.

Segundo Padilha, a sua proposta com maior integração e mais desconto "é muito melhor do que existe hoje", disse. "Quero ver o que ele vai falar, porque o mundo da propaganda acabou", repetiu.

Durante o comício, Padilha atacou tanto Alckmin quanto o candidato do PMDB, Paulo Skaf. O petista acusou o governador de tratar a zona leste como um problema para o Estado e de desprezar a região. "Esses dias ele falou que os problemas que a zona leste tem é porque a região tem 4 milhões de habitantes", disse. "Nós não vemos os 4 milhões da zona leste como problema, vemos como solução para a mudança de São Paulo", completou.

O petista prometeu ainda que, se eleito, não vai tratar a USP zona leste como uma universidade de "segunda categoria" e acusou o governador de fazer a população da região de cobaia. "A maior prova que os tucanos desprezam a zona leste é o monotrilho", disse. "Não falta vergonha para o governador, depois de ter adiado (o monotrilho) ele fazer uma inauguração teste", completou.

Segundo Padilha, Alckmin resolveu inaugurar o monotrilho de forma experimental na região, mas não tem coragem de fazer "testes" na Paulista, em Higienópolis, ou na Oscar Freire. "Como se o povo da zona leste fosse cobaia para fazer teste", disse.

O candidato voltou a criticar a proposta de Skaf de criar a secretaria do povo, disse que o peemedebista é o candidato dos ricos. Essa semana, Padilha classificou a proposta de ridícula. "Quem só representou os ricos, não é no mês da eleição que vai começar a sentir as dores e representar os mais pobres. A maior prova disso é essa proposta ridícula que ele apresentou de criar uma secretaria do povo", disse, após visitar uma fábrica de vidros em São Bernardo do Campo, na quinta-feira, 11.

Hoje, ele voltou a dizer que Skaf está respaldado pelo ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho para essa proposta e afirmou que no passado Fleury nunca teve uma boa relação com os mais pobres. "Eu vi hoje que ele se inspirou no ex-governador Fleury e a gente sabe como o Fleury cuidou do povo quando era governador de São Paulo, bateu nos professores, foi desrespeitoso com os movimentos populares", disse.

Acompanharam Padilha no ato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prefeito Fernando Haddad e o candidato ao senado pelo partido Eduardo Suplicy.

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