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Albuquerque: índice produtivo será usado para premiar

10:10 | 20/09/2014
O deputado federal e candidato a vice-presidente da República, Beto Albuquerque (PSB), procurou minimizar neste sábado as principais tensões entre o agronegócio e a candidata a presidente Marina Silva (PSB). Ele afirmou que a possível revisão do índice de produtividade para a questão da reforma agrária - caso ambos sejam eleitos - servirá para premiar e não para punir o agricultor. "Vamos criar um programa para premiar a meritocracia sobre a produtividade. Quem não tiver produtividade será desapropriado pelo mercado e não pelo governo", disse Beto no 3º Fórum Nacional de Agronegócios, em Campinas (SP).

Albuquerque sinalizou que os agricultores que melhorarem os índices de produtividade serão premiados com mais financiamentos e mais recursos do governo. "Você tem de conhecer a produtividade para premiar e não para punir. Não é pauta a revisão, mas precisamos ter um instrumento para premiar o agricultor que aumente a área sem expandir", afirmou. "Hoje você adquire áreas sem a necessidade de litígio. Vamos fazer a reforma agrária no Brasil, diferentemente do governo Dilma, que não recuperou os assentamentos instalados e tampouco fez a reforma agrária", completou.

Para uma plateia com alguns dos principais líderes e empresários do agronegócio brasileiro, o candidato a vice-presidente na chapa de Marina procurou ainda acabar com qualquer polêmica sobre o Código Florestal Brasileiro e afirmou que o projeto aprovado no Congresso Nacional e já sancionado pela presidente Dilma Rousseff (PT) não será revisto. "O Código Florestal não será discutido nem reaberto, será implantado. Para nós e para a candidatura de Marina é irreversível, está votado e não tem de se discutir absolutamente nada", disse o deputado.

Albuquerque afirmou ainda que a candidata do PSB é mal interpretada quando questionada sobre o desmatamento zero proposto por ela. Para o candidato a vice-presidente, o desmatamento zero está ligado ao desmatamento ilegal. "Desmatamento tem de ser zero no Brasil na ilegalidade, porque quem está impondo isso é o consumidor. Isso não é impeditivo para execução de obras e nem geração de energia."

Por fim, Albuquerque buscou mitigar outro ponto polêmico entre Marina e o agronegócio - a questão indígena. Ele afirmou que agricultores que possuem áreas com títulos de terras do governo terão a garantia de suas propriedades. "Áreas tituladas pelo governo estão fora de discussão de questão indígena, pois há um sem número de pequenos agricultores titulados pelo governo que estão tencionados. Vamos colocar um ponto final nesse assunto com diálogo e sem conflito", concluiu.

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