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Tarso defende contratações com Cargos de Confiança

14:40 | 06/08/2014
O governador do Rio Grande do Sul e candidato à reeleição, Tarso Genro (PT), defendeu nesta quarta-feira, 06, a contratação de servidores com Cargos de Confiança (CCs) e disse que a diminuição dessas vagas não teria contribuição significativa para a melhoria das contas do Estado. "Quem defende a redução de CCs não conhece a administração pública", afirmou durante entrevista coletiva antes de participar de sabatina da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul).

O assunto tem vindo à tona nos debates entre os candidatos ao Palácio Piratini. A senadora Ana Amélia Lemos, que concorre pelo PP e lidera as pesquisas de intenção de voto, costuma dizer que pretende cortar parte dos CCs hoje existentes no governo estadual como forma de enxugar os gastos públicos.

De acordo com a Secretaria da Fazenda do RS, em maio, o Executivo estadual tinha 2.068 servidores empregados com Cargo de Confiança, com média de salário de R$ 3.200, o que representa 0,7% da folha de pagamento do Estado.

Segundo Tarso, com base nesses números o corte de metade desses CCs diminuiria em 0,4% as despesas do RS com folha de pagamento. "(A proposta de redução) não tem nenhum significado financeiro, é apenas um lance político para atacar a administração pública", falou.

O governador afirmou que considera os CCs importantes para o funcionamento do Estado. "Com o número de projetos que temos, projetos de desenvolvimento, na área social, de reestruturação financeira, é preciso ter agentes políticos sólidos, competentes para ajudar a máquina pública a se mover", disse. "Não que os funcionários não sejam competentes, mas precisam de um impulso e de uma direção política para desenvolver os projetos."

Salários

Na entrevista, Tarso negou que exista a possibilidade de atrasar o pagamento de salários do Estado devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo do Rio Grande do Sul. "Eu não vou atrasar salários nem um mês. Eu tenho uma estratégia que passa por uma série de ações", disse.

Ele também rebateu as críticas de seus adversários nas urnas, que condenam os saques de depósitos judiciais feitos por sua administração, para equilibrar as contas e garantir investimentos. Em julho, foi efetuada uma nova retirada de R$ 320 milhões. "Nós vamos utilizar os depósitos judiciais no limite que a lei nos permite, quando for necessário", afirmou. "Todos os governadores usaram, uns mais, outros menos."

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