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Políticos usam internet para lamentar morte de Campos

14:10 | 13/08/2014
Políticos de todo o Brasil utilizaram as redes sociais para lamentar a morte de Eduardo Campos, candidato à Presidência pelo PSB, que estava em uma aeronave que se acidentou em Santos (SP).

 

Entre os que se manifestaram estão membros do governo, como a ministra da Cultura Marta Suplicy. Ela declarou estar triste com a notícia e ofereceu sentimentos à esposa e filhos de Campos. O ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula, Geddel Vieira Lima, também se manifestou no microblog: "Meu Deus do céu, eu estou mortificado", escreveu.

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A candidata à Presidência pelo PSOL, Luciana Genro, considerou que "a eleição se transformou em luto". "É uma tragédia terrível, minha solidariedade à família e amigos", completou.

 

A deputada federal Manuela d'Ávila (PCdoB/RS) também se referiu à família e aos amigos de Campos e escreveu: "convivi com ele e tive sua alegre e leve presença em minhas duas campanhas de prefeita". Flávio Dino, candidato ao governo do Maranhão pelo mesmo partido de Manuela, declarou ainda que sua dor "é proporcional à gratidão pessoal que tenho por Eduardo, que sempre foi muito solidário e leal com a nossa luta no Maranhão".

 

O deputado Jean Wyllys disse estar chocado com o acidente e lembrou que outras pessoas também morreram no ocorrido. "Meus pêsames às famílias", desejou.

 

A oposição também lamentou a morte do político. O candidato a vice na chapa do tucano Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes, disse estar "profundamente chocado" com o ocorrido. O senador José Agripino Maia, coordenador da campanha presidencial de Aécio e que estava ao lado do tucano no momento da notícia, informou no Twitter que a agenda da campanha no Rio Grande do Norte e na Paraíba foi cancelada. "Estamos surpresos com notícia da morte de Campos", afirmou.

 

O candidato a senador do Rio de Janeiro pelo DEM, Cesar Maia, lamentou a "notícia trágica", destacando que Campos tinha apenas 49 anos e deixou cinco filhos. "Era um homem de bem", disse. Fernando Pimentel, candidato do PT ao governo de Minas Gerais, disse que o País perdeu um grande brasileiro, com "uma vida dedicada ao povo".

 

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) disse que perdia um amigo.

"Perco um amigo que seria presidente da República, não tenho a menor dúvida. Se não fosse nessa eleição, pela idade que tinha pela experiência que tinha, seria nosso presidente. Infelizmente uma fatalidade", disse Jonas. "O que mais me admirava nele era a capacidade de ouvir, ele sempre chamava a gente para ouvir opinião, para debater. Era uma pessoas que ia fazer a diferença por isso, com o jeito dele, a tranquilidade, mas com a firmeza que ele sempre teve".

O prefeito, que participava ativamente da campanha de Campos em São Paulo e conversava com frequência com ele, confirmou que nem a mulher nem o filho estavam na aeronave.

 

O candidato à Presidência pelo PV, Eduardo Jorge, também lamentou a morte do candidato. "Esta perda é muito triste para o País. Eduardo Campos era uma liderança muito jovem e muito importante para o Brasil. Toda minha solidariedade à família", disse o candidato do PV em nota.

 

Pedro Simon

 

O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) lamentou a morte do candidato do PSB e disse que a tragédia "embaralha" a política nacional e torna imprevisível o que vai acontecer daqui para frente. "A campanha não tinha começado, estava se esperando para começar, e agora mesmo é que ela vai parar", afirmou a jornalistas ao deixar evento na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), na capital gaúcha.

 

Simon, que fazia campanha para Campos no RS, alfinetou os apresentadores do Jornal Nacional, da Rede Globo, que entrevistaram Campos ao vivo na noite de ontem. "Quem deve estar um pouco triste são os repórteres do Jornal Nacional que foram muito duros com ele, um pouco exagerados também", falou.

 

Simon revelou que irá a Pernambuco levar o seu afeto e carinho à família do ex-governador e aos cidadãos.

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