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Capitão Wagner apresenta 38 propostas para Segurança do Ceará

Sem vincular ações à candidatura de Eunício, Wagner propõe plano de segurança e diz que cobrará ações ao próximo governador

18:07 | 04/08/2014
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Personagem que tem pautado debate eleitoral mesmo fora da disputa majoritária, o vereador Capitão Wagner (PR) apresentou nesta segunda-feira, 4, uma série de propostas suas para gestão da Segurança Pública no Ceará. Sem vincular ações à candidatura de Eunício Oliveira (PMDB), Wagner propõe 38 projetos e diz que cobrará ações independentemente de quem vencer a disputa. Entre as propostas, está a criação de quatro Secretarias ligadas à Segurança.

Ao todo, seriam instauradas as secretarias de Segurança Cidadã; Administração Penitenciária; Juventudes e políticas Públicas sobre Drogas; Direitos Humanos e Cidadania. A ideia, conforme explica Wagner, é criar um sistema integrado de Segurança, seguindo projeto colocado em prática em Pernambuco durante governo Eduardo Campos (PSB).

O plano do vereador inclui ainda uma série de questões estratégicas e táticas, que vão desde a criação de grupos de análise de inteligência, reestruturação do policiamento comunitário, trabalhos de ressocialização de presos até a proibição da venda de bebidas alcoólicas após determinados horários. O projeto prevê ainda uma série de ações de controle democrático, como criação de Fóruns Locais de Segurança.

[SAIBAMAIS 3]Debate eleitoral

Mesmo não disputando cargo majoritário neste ano, Capitão Wagner tem se mostrado personagem central na campanha deste ano. Antes mesmo de Eunício Oliveira confirmar candidatura, já circulavam nas redes rumores de que o vereador teria sido convidado para assumir a Secretaria de Segurança de uma possível gestão peemedebista. A questão provocou críticas de Ciro Gomes (Pros), que trocou acusações com o parlamentar.

O próprio candidato do PT à sucessão, Camilo Santana, também tem “mirado” críticas no vereador. Em entrevistas recentes, Santana tem atribuído aumento dos índices da criminalidade com “quebra de hierarquia” promovida na Polícia Militar em 2012, em greve da corporação que contou com participação de Wagner.

O vereador admite quebra de hierarquia como possível explicação para aumento dos índices da violência. Ele afirma, no entanto, que a quebra teria sido provocada pela própria gestão. “Houve quebra, ao criarem categorias dentro da Polícia que recebem mais que as outras. Hoje tem soldado do Ronda ganhando mais que soldado do outro. Tem major que anda de carro velho enquanto soldados recém ingressos estão de Hilux”, diz.

Redação O POVO Online

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