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PMDB-SP tenta jogar panos quentes em crise com Skaf

21:10 | 29/07/2014
Depois de o vice-presidente Michel Temer ter enquadrado o candidato peemedebista em São Paulo, Paulo Skaf, pelo vídeo em que ele ironiza a busca do PT por um palanque competitivo no Estado, a cúpula do PMDB paulista jogou panos quentes na crise interna no partido.

O presidente do diretório da legenda em São Paulo, deputado estadual Baleia Rossi, disse que a peça publicitária não foi interpretada corretamente. "O que o Skaf quis foi passar uma posição firme e clara de que a sua candidatura não é uma linha auxiliar", disse. Ele afirmou, no entanto, que existe posição "bem clara" do PMDB de São Paulo de apoio a Temer e a Dilma.

Hoje, Skaf publicou nas redes sociais um vídeo em que, ao ser perguntado por mensagem de texto sobre "esse papo de apoiar o PT", o candidato peemedebista ao Palácio dos Bandeirantes responde: "Sabe de nada, inocente...". Em seguida, aparece uma mensagem em que Skaf diz que é "adversário do PT e do PSDB" e que seu "compromisso é com São Paulo".

A veiculação da publicidade causou tamanho mal-estar com a cúpula nacional do PMDB que Temer disse a Skaf hoje que o PMDB regional está compromissado com a reeleição da chapa que tem como cabeça a presidente Dilma Rousseff e o próprio Temer como vice. Ao PT, que vê a candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo paulista patinar, interessa o palanque de Skaf para alavancar Dilma no maior colégio eleitoral do País e onde ela conta com forte rejeição.

Baleia Rossi disse nesta tarde a intenção de Skaf foi esclarecer que é uma alternativa competitiva e que não entrou na corrida para "ajudar A ou B". Citou como exemplo a disputa pelo município de São Paulo, em que, segundo ele, o então candidato peemedebista Gabriel Chalita foi taxado como uma candidatura auxiliar na briga entre o atual prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-governador José Serra (PSDB).

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