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Pesquisa que vale é o 'data povo', diz Padilha

17:00 | 31/07/2014
O candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha, comentou nesta quinta-feira o resultado da pesquisa Ibope, divulgada ontem, na qual ele aparece com apenas 5% das intenções de voto. "Pesquisa que vale é a do "data povo", afirmou, ao chegar em evento da CUT, em Guarulhos, que contará com a presença da presidente Dilma Rousseff. Na pesquisa, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 50% das intenções de voto e Paulo Skaf (PMDB), com 11%.

Padilha disse ainda estar otimista com sua candidatura e afirmou que a campanha de rua "que só o PT sabe fazer" trará resultados. "É a primeira vez que sou candidato. O povo espera pessoas novas na política", afirmou, ao comentar as declarações do prefeito Fernando Haddad de que Padilha ainda é desconhecido pelo eleitorado. O candidato comentou a decisão do PT de indicar para o diretório paulista a expulsão do deputado Luiz Moura, acusado de ligação com o PCC. "Pra mim é um caso superado. O PT tomou uma decisão rápida", disse.

Ele aproveitou para fazer críticas ao partido e à administração do atual governador e seu adversário na disputa, Geraldo Alckmin. Segundo Padilha, os tucanos têm algumas "sombras", como Robson Marinho, acusado de envolvimento no cartel dos trens. "Além de esconder, também bota a raposa para tomar conta do galinheiro, que é cuidar do Tribunal de Contas do Estado", afirmou em referência ao cargo de Marinho, conselheiro do TCE.

Com relação ao pedido de impugnação, ontem, da candidatura de seu vice, Nivaldo Santana, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por falta de documentos, o petista disse que 'está tranquilo', pois ele deve entregar a documentação solicitada. Na sequência, comentou sobre o processo a que responde o candidato a vice de Alckmin, Marcio França (PSB). "Quem tem que se explicar é o vice do atual governador que a Justiça já julgou." França responde a uma acusação de improbidade administrativa em seu primeiro mandato como prefeito de São Vicente, na Baixada Santista, entre 1997 e 2000.

Cantareira

Mantendo o mesmo tom de crítica ao governo paulista, Padilha disse que "existe racionamento (de água) na prática em São Paulo". "O governo do Estado não está sendo transparente. A população paulista vai saber a verdade só depois da eleição", provocou. " (Alckmin está) Colocando a eleição acima de um recurso tão básico."

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