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Mercado é 'muito agressivo', admite Cerveró em auditoria

09:00 | 04/07/2014
Questionado numa apuração interna se funcionários da Petrobras receberam propina da empresa holandesa SBM Offshore, o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró disse que, no setor de aluguel de plataformas, o mercado é "muito agressivo". No depoimento à comissão interna da Petrobras que apurou as denúncias, obtido pelo 'Estado', Cerveró relatou que "havia este clima (de agressividade) devido aos valores envolvidos para o tipo de segmentação".

À comissão, Cerveró afirmou que funcionários de grandes empresas chegam a ser ameaçados por companhias que perdem negócios, mas isso não ocorreu na estatal. "O depoente declara que este é um tipo de mercado muito agressivo e que naquela época havia demanda muito grande destes tipos de equipamentos", diz relatório sobre o depoimento, prestado em 11 de março.

A comissão interna concluiu em março que não houve propina, mas o conteúdo dos depoimentos era desconhecido.

Julio Faerman, ex-representante da SBM no País acusado de intermediar a propina, depôs à comissão em 14 de março. Ele negou ter feito pagamentos e recebido orientações de pessoas da Petrobras para repassar valores. Faerman listou pessoas da estatal com quem costumava se reunir: "o grupo de Gustavo Adolfo", "Coutinho", "Estrella", "José Formigli", "Carlos Tadeu", "Pedro Baruso."

José Miranda Formigli Filho, diretor de Negócio de Exploração, também foi ouvido. Ele "relatou que Julio Faerman tinha mais atuação do que um simples representante comercial participando de reuniões ao longo de toda a vigência dos contratos".

Outro depoimento é de José Antônio Figueiredo, diretor de Engenharia. Denúncia do ex-funcionário da SBM diz que um engenheiro de nome "Figueiredo" teria participado de reuniões relacionadas a pagamentos de propinas. À comissão, Figueiredo "esclareceu que não recebeu favorecimentos de qualquer espécie". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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