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Cruz Vermelha revela possível desvio de R$ 25 mi; CE e MA concentram irregularidades

Os supostos desvios estão concentrados nas filiais do Maranhão e Ceará, além de Petrópolis (RJ), entre 2010 e 2012

13:51 | 25/07/2014

Milhões de reais destinados a ações assistenciais podem ter sido desviados das contas da Cruz Vermelha Brasileira por antigos gestores da organização humanitária. A constatação é fruto de uma auditoria feita por uma empresa de consultoria internacional contratada pelo conselho diretor da entidade. Em nota divulgada nesta sexta-feira, 25, a Cruz Vermelha Brasileira revela que foram encontrados gastos sem comprovação e movimentações suspeitas da ordem de R$ 25 milhões.

“Foi uma auditoria complexa e minuciosa e, por isso mesmo, longa”, informa a diretoria da organização em comunicado divulgado na noite dessa quinta-feira (24). As irregularidades apontam para desvios de doações feitas para as vítimas de conflitos e da seca na Somália; do tsunami no Japão; das enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro e para uma campanha de prevenção à dengue. Os supostos desvios estão concentrados nas filiais do Maranhão e Ceará, além de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, entre 2010 e 2012.

“Há comprovações de irregularidades e considera-se que alguns desses casos podem ser delitos, enquanto outros se configuram como faltas administrativas, menos graves, mas não menos passíveis de punição”, afirma a entidade. Entre as deficiências e irregularidades identificadas pela consultoria estão a falta de controle interno e a ausência de documentos.

Providências

A Cruz Vermelha Brasileira garante que tomará todas as providências necessárias, inclusive judiciais, para reaver os recursos e destiná-los aos beneficiários. Além de entregar cópias do relatório final ao Ministério da Justiça, a diretoria da entidade promete acionar os ministérios Público Federal e estaduais para que adotem as medidas judiciais cabíveis.

A reportagem tentou entrar em contato com a filial da Cruz Vermelha no Ceará, mas não obteve resposta até o presente momento.

Agência Brasil

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