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Cid Gomes é acusado de agressão em estádio

09:10 | 09/07/2014
O governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), é acusado, por meio de postagens nas redes sociais, de envolvimento em dois episódios de agressão durante o período da Copa do Mundo. O primeiro teria ocorrido no dia da abertura da competição, em 12 de junho, e registrado em um vídeo que circula pela internet. Na filmagem, não muito clara, um motorista acusa Cid de tê-lo agredido e levado o celular dele. O vídeo, de 2 minutos e 17 segundos, mostra, de longe, uma confusão no canteiro central de uma avenida. Nele, está um homem de camisa verde, aparentando ser o governador, cercado por seguranças e assessores. No fim da gravação, o autor do vídeo cruza a avenida e ouve do motorista ter sido ameaçado pelo governador. A gravação é encerrada com o pedido do motorista para não filmar.

Segundo a reportagem apurou, o motorista agredido é Samir Jereissati Neto, filho de Demétrio Jereissati, primo do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB).

O outro teria acontecido após a partida de Brasil e Colômbia, no estádio Castelão, em Fortaleza, na sexta-feira passada. De acordo com Anderson Feitoza, voluntário da Fifa, o governador, "aparentemente embriagado", queria entrar no vestiário da seleção brasileira levando uma bola para que fosse autografada pelos jogadores. Ao impedir o acesso de Cid, o voluntário, de acordo com o relato dele no Facebook, recebeu tapas no pescoço e foi chamado de "abestado".

Na postagem em que relata o ocorrido, Anderson diz que ganhou não só uma foto e uma camisa autografada de um grande jogador que saiu no meio de uma entrevista para tirar Cid de perto dele, mas o respeito e palavras de agradecimento de toda a delegação da seleção brasileira. Uma foto dele com Thiago Silva e David Luiz, segurando uma camisa autografada por David Luiz, ilustra o depoimento direcionado a Cid Gomes. Até a tarde desta terça-feira, 08, a publicação tinha recebido 12.963 curtidas.

Por meio de sua assessoria, Cid Gomes negou ter agredido o voluntário. "Como governador do Ceará, me empenhei pessoalmente para que a Copa fosse realizada em Fortaleza em clima de paz. De fato, tentei levar uma bola para os jogadores autografarem. Fui impedido. Mas em momento algum agredi a qualquer pessoa", diz a nota. Sobre o vídeo, a assessoria afirma que o conteúdo parece muito confuso e o governador também nega envolvimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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