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Cerveró não se lembra de perguntas sobre cláusulas

16:10 | 16/04/2014
O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou nesta quarta-feira não se lembrar se os integrantes do Conselho de Administração da estatal o questionaram sobre as cláusulas "put option" (de saída) e "marlim" (de rentabilidade do sócio) na reunião em que se decidiu pela compra de metade da Refinaria de Pasadena, no Texas (Estados Unidos). Segundo Cerveró, toda a diretoria participa como "convidada" das reuniões do conselho.

Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo em março, a presidente Dilma Rousseff, na época presidente do conselho, admitiu não ter tido acesso, no resumo que recebeu dele, às duas cláusulas que embasaram a compra da metade da refinaria. Dilma disse que não aprovaria a operação se soubesse de todas as informações.

Na reunião do conselho, Cerveró disse ter feito uma apresentação sobre os principais aspectos da refinaria. Ele disse que não se recorda de quais perguntas ouviu no encontro, mas destacou que esse é um procedimento normal. Cerveró afirmou que a Diretoria de Abastecimento, na época ocupada pelo diretor Paulo Roberto Costa, participou da operação da compra de Pasadena.

Segundo o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, para justificar a participação da outra diretoria, a área que ele dirigia não tem técnicos de todos os setores. Cerveró destacou que a principal atividade da diretoria que comandava era a exploração e a produção de petróleo. "Paulo Roberto participou, assim como toda a diretoria", declarou.

Costa foi preso na Operação Lava Jato, da Policia Federal (PF). A ação apura, entre outras irregularidades, suspeitas de lavagem de dinheiro e supostas fraudes em contratos da Petrobras. Há suspeita de desvio de dinheiro em proveito de políticos.

Documentos

Cerveró afirmou também que encaminhou todos os documentos referentes à compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), para a diretoria da estatal. Contudo, ele disse que não era sua responsabilidade fazer o encaminhamento da documentação ao Conselho de Administração da Petrobras.

"Se foi encaminhado e o Conselho de Administração tomou conhecimento, a responsabilidade não é minha porque não era responsabilidade de cada diretor fazer o encaminhamento", afirmou. Conforme revelou o Estado, a presidente Dilma Rousseff, na época presidente do Conselho de Administração, admitiu não ter tido acesso, no resumo que recebeu de Cerveró, a cláusulas que embasaram a compra da metade da refinaria de Pasadena. A presidente disse que não aprovaria a operação se soubesse de todas as informações.

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