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Atos sobre 64 disputam espaço na Praça do Ferreira; cordão da PM separa grupos

No dia em que o golpe militar brasileiro comemora 50 anos, um grupo pró e outro contra a Ditadura se reúnem simultaneamente em alusão à data

17:15 | 31/03/2014
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Duas manifestações próximas geograficamente, mas de pontos de vista diretamente opostos, ocorrem neste momento na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza. No dia em que o golpe militar brasileiro comemora 50 anos, um grupo pró e outro contra a Ditadura se reúnem simultaneamente em alusão à data. Um pelotão do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) está entre os dois grupos, na busca por evitar conflitos.

A manifestação contra o regime militar, intitulada “Ditadura nunca mais”, começou antes e conta com cerca de cem pessoas, entre elas a ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luiza Fontenele, e os vereadores João Alfredo e Toinha Rocha (ambos do Psol). Eles exaltam liberdade política e relembram vítimas da Ditadura.

[SAIBAMAIS 2]Do lado pró-militar, o grupo “vamos comemorar a revolução” conta com cerca de 60 pessoas, quinze delas militares da reserva. Eles chegaram em trio elétrico tocando o hino do Brasil, destacando presença do general Torres de Melo entre os presentes. Eles defendem “movimento militar que salvou o Brasil do comunismo”.

“Todo mundo aqui é militar da reserva. O governo chama isso de democracia, mas proibiu militares de comemorarem uma data importante”, diz o capitão tenente da marinha da reserva, Humberto Ellery. A ex-vereadora de Fortaleza, Rosa da Fonsêca, rebate: “Não podemos querer justificar o que aconteceu na Ditadura por causa do que está acontecendo hoje. É preciso criar um novo movimento". Os dois atos ocorrem com autorização da Prefeitura de Fortaleza.

 

Redação O POVO Online

com informações do repórter Bruno Pontes

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