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Vereadores da base aliada também cobram explicações da Prefeitura sobre IPTU

15:41 | 05/02/2014
Não são apenas vereadores da oposição que estão cobrando explicações da Prefeitura sobre a forma de cobrança do IPTU. Nesta quarta-feira, 5, alguns integrantes da base aliada do prefeito Roberto Cláudio (Pros) na Câmara também adotaram tom crítico em relação ao reajuste do imposto e pediram esclarecimentos da gestão.

Carlos Mesquita (PMDB) afirmou que diversos moradores tiveram grande aumento no valor do IPTU e, em alguns casos, precisam até mesmo vender o imóvel por não terem condições financeiras de pagar o valor. Ele apoiou a iniciativa de Guilherme Sampaio (PT) de chamar o secretário de Finanças, Jurandir Gurgel, à Câmara dar esclarecimentos sobre o assunto.

O parlamentar ponderou que parte do aumento se deve à atualização dos valores venais dos imóveis e fatores que justificariam o aumento. Porém, disse não entender porque alguns valores subiram acima dos 35% previstos. 

“Eu concordo que quem tenha um imóvel numa boa localização precisa pagar mais que quem mora em lugar não privilegiado, mas o que a gente está vendo é que gente que tem uma casa humilde, que tem a casa que foi feita pelo seu pai ou seu avô, na época em que o espaço não valia nada, agora ter que pagar um absurdo”, criticou Mesquita.
 
Vitor Valim (PMDB) também teceu críticas e sugeriu a criação de uma comissão para receber reclamações dos moradores que sentirem prejudicados com a cobrança do IPTU. Vaidon (PSDC) foi outro que pediu explicações da Prefeitura.

Pela oposição, além de Guilherme, também criticaram a cobrança João Alfredo (Psol) e Acrísio Sena (PT). Ontem, a discussão sobre IPTU motivou o primeiro embate do ano na Câmara.

Defesa
O líder do Governo, Evaldo Lima (PCdoB), afirmou que a quantidade de imóveis taxados acima dos 35% aprovados na Câmara é mínima, mas admitiu a possibilidade de erros.
 
“Dos 560 mil boletos emitidos na Cidade, apenas 30 mil excederam os trinta e cinco por cento que foram aprovados. Não me eximo da possibilidade de alguma atecnia. É provável que tenha ocorrido um ou outro equívoco no georreferenciamento, nas melhorias, nas construções feitas nos imóveis que tenham modificado o valor”, disse o parlamentar.

Ele reforçou, no entanto, que o cidadão que se sentir lesado, pode se dirigir à Secretaria de Finanças e solicitar a revisão do valor cobrado.

Redação O POVO Online

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