Exército de Uganda nega ter capturado líder da oposição
O exército de Uganda negou, neste sábado (17), ter capturado o líder da oposição e candidato presidencial, Bobi Wine, um dia após eleições gerais marcadas por episódios de violência.
Wine afirmou na sexta-feira que estava sob prisão domiciliar, e seu partido escreveu mais tarde na rede social X que ele havia sido "levado à força" de sua residência em um helicóptero militar.
O exército negou categoricamente esta versão. "Os rumores sobre sua suposta prisão são infundados e totalmente falsos", declarou à AFP o porta-voz militar Chris Magezi.
Wine, de 43 anos e cujo nome real é Robert Kyagulanyi, consolidou-se nos últimos anos como o principal rival do presidente Yoweri Museveni, autodenominando-se o "presidente do gueto" em referência às favelas de Kampala onde cresceu.
Museveni, um ex-guerrilheiro que assumiu o poder em 1986, mantém controle absoluto sobre o Estado e o aparato de segurança do país africano, e reprimiu duramente qualquer adversário durante seu mandato.
Com mais de 80% dos votos apurados na sexta-feira, Museveni liderava a contagem com 73,7% contra 22,7% de Wine, segundo a Comissão Eleitoral.
Os resultados finais são esperados para as 10h00 de Brasília deste sábado.
O pleito eleitoral realizado na quinta-feira foi marcado por significativos problemas técnicos. Também foram registradas denúncias de violência contra a oposição.
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